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Videoaula: “Espaço Público e Memória”, com Alexandre Bispo

“Quem memoriza, memoriza contra o esquecimento. O Emanuel Araujo, idealizador do Museu Afro Brasil, fez uma exposição chamada “Para nunca esquecer”, justamente chamando atenção pro processo de esquecimento das trajetórias de populações negras no Brasil”.

Espaço Público e Memória“, com Alexandre Bispo,Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo. Membro do conselho editorial da revista Omenelick 2º Ato, é a sexta videoaula do CyberQuilombo, Curso de Formação Online de Oficineiros LabE, que remixa africanidades com cultura digital.

“Quando a gente pensa na quantidade de homens e mulheres negras que morreram no Brasil, que é muito assustador, são mais de 4 milhões de pessoas ao longo de 300 anos, a gente pode o seguinte: nossa como que a gente faz pra lidar com esse trauma histórico dentro do nosso pais? Uma das ações que a gente tá fazendo de reconhecimento dessa memória violenta, por exemplo, é a criação de cotas, uma das maneiras da gente reparar ações de larga escala de violência contra uma população.”

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Sobre o contexto de ocupação do espaço público, Bispo diz: “a gente tem memórias sendo produzidas. Essas memórias, elas estão dentro da cidade, elas identificam a cidade. Agora, para que as memórias continuem fazendo sentido as pessoas precisam saber que elas existem. Quando a gente pensa nos descendentes de italianos, nos descendentes de alemães no Brasil, eles tem todo um orgulho de falar do passado deles. Sem contar que gostam de falar que o bisavô chegou aqui, passou pela hospedaria dos imigrantes…  toda aquela narrativa de sucesso também. A Pompéia, por exemplo, se a gente for ver os nomes das sua ruas é muito significativo, você vai ver toda uma parte da Pompéia que é de ascendência italiana. (…) E os nomes negros a gente tem? (…) Quantas pessoas será que sabem que a Avenida Rebouças e a Rua Teodoro Sampaio homenageiam homens negros? Talvez essa fosse uma boa pergunta pra gente se fazer.”

#CYBERQUILOMBO

>>Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03

Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos,  a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Dentro das discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material dos professores para abordarem o assunto de maneira teórica e prática sem reproduzir os preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Partindo dessa informação, pretendemos através das vídeo-oficinas a partir da documentação das falas dos palestrantes convidados contribuir com processo de criação de conteúdo sobre a temática afro, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos em geral.

O LabExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: modelos de organização, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2015, produzimos 5 edições do curso de formação online.

Uma opinião sobre “Videoaula: “Espaço Público e Memória”, com Alexandre Bispo”

  1. Para mim foi uma grande honra e um grande aprendizado ter participado dessas oficinas, saber mais sobre a cultura e os povos negros(sou negro com muita honra), conectar pessoas diferentes, propostas diferentes, se conectar com pessoas do mais alto nível intectual . Passar a conhecer mais sobre os espaços públicos e sua importância, saber que em cada canto do meu pais existe um toque do negro. Tenho certeza que esse aprendizado não tão somente levarei para a minha vida profissional, mas também para a minha vida, me fez repensar no cenário, e na minha vida como ser humano e negro, como poder atuar e intervir nesse espaço de forma educadora!!!!!!!!!!!!

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