Reinventando a Ágora

Ocupação de espaços públicos:

o·cu·par (latim occupo, -are) verbo transitivo
1. Tomar ou estar na posse de.
2. Exercer o .controle sobre determinado espaço.

es·pa·ço (latim spatium, -ii, espaço, distância, intervalo) substantivo masculino
1. Intervalo entre limites.
2. Vão; claro; lugar vazio.

pú·bli·co (latim publicus, -a, -um) adjetivo
1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO
2. Que serve para uso de todos. = COLETIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL

publico.001

Nos atentando ao significado das palavras que compõem está frase, parece não haver conflito. Há aí uma proposição lógica. De tornar público o que é público; de preencher o que está vazio. Mas nos deparando com o conservadorismo histórico que acompanha o Brasil, onde os espaços públicos (de cargos a logradouros) são tratados como propriedade particular, “ocupar o espaço público”,que poderia ser um pleonasmo, uma redundância, se transforma em atitude política revolucionária.

Reunir-se em praças, ruas, prédios, interferir artisticamente no cotidiano local, propor projetos de ocupação a espaços ociosos são ações que apontam para uma reinvenção do modo de vida contemporâneo, marcado pelo individualismo. Essa atitude contraria a postura de medo que nos prende em nossas casas e a máxima “cada um que cuide de sua vida”. Assim, a ocupação de espaços públicos é uma ação de caráter político e caminha no sentido de propor a retomada da vida em comunidade.

Eis aí um caminho a ser pensado. Vamos reinventar a Ágora. Ágora (ἀγορά; “assembleia”, “lugar de reunião”, derivada de ἀγείρω, “reunir”)

Izis Mueller + turma 3 do labE

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