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Feminismo Negro e Filosofia – Djamila Ribeiro no Mulheres na Política

“É importante pensarmos no conceito político da interseccionalidade. O conceito já havia sido trabalhado há muitos anos pelas feministas negras mas em 89 a Kimberlé Crenshaw deu um nó… que é pensar em como as opressões se entrecruzam, são combinadas e que não dá pra pensarmos as categorias de formas isoladas (…) porque raça indica classe. E o racismo cria uma hierarquia de gênero, colocando a mulher em uma posição desfavorável (…) não dá pra pensar de forma separada (…) como pensar é que você pensa classe sem pensar em gênero?”, explica Djamila Ribeiro na oficina.

Feminismo Negro e Filosofia é a video-oficina de Djamila Ribeiro, ativista e mestre em filosofia, no curso Mulheres na Política.

“A gente não é vista como alguém que pode produzir conhecimento e isso é ruim pra nós [mulheres negras]. A gente não é vista nesse lugar… porque a sociedade o tempo todo nos coloca em um lugar de inferiorização, subalternidade ou no lugar da exotização. De ser a mulher boa de cama, a mulher quente ou a mulata do carnaval. Vistas por esses esteriótipos, que nada mais são do que modos de nos manter em um lugar subalterno e que também tira a nossa humanidade”, debate Djamila durante sua fala. O vídeo ainda traz diversas citações de filósofas feministas 🙂

“Fomos educadas para respeitar mais o medo do que a nossa necessidade de linguagem e definição, mas se esperamos em silêncio que chegue a coragem, o peso do silêncio vai nos afogar”, Audre Lorde.

MULHERES NA POLÍTICA

O Mulheres na Política foi um curso de formação livre do labexperimental.org, destinado a interessades em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais sobre igualdade em direito de gêneros.

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O curso livre “Mulheres na Política” aconteceu de 17 de agosto a 20 de outubro de 2015 com 12 participantes de várias cidades do Brasil, de norte a sul.

 

A teoria da batata quente

“Se você tiver um grupo para passar a batata, sua mão não queimará, e ainda dá pra dividir a batata depois :)”

Ler ouvindo isso aqui ó

A roda está formada! Todo mundo quer brincar, mas diferente da brincadeira tradicional, o objetivo não é passar a batata, mas sim que cada um segure um pouquinho a batata colaborativa. Esse é o modelo de organização que o labE propõe  para a formação dos laboratórios criativos de intervenção (nas escolas).

Definição – Colaborar: Trabalhar com uma ou muitas pessoas numa obra; cooperar;

Estar junto, confiar, engajar são verbos que moldam e fazem parte do processo de construção de um modelo participativo de organização. Incentivar a livre construção do conhecimento, motivar e construir ideias que sejam coletivas e desemboquem numa ação.

Prá valorizarmos nossas propostas e ativar a inteligência coletiva da comunidade, que outros modelos de organização podemos construir? Ou quais modelos mais interessantes podemos remixar?

Durante o processo de interação entre membros do labE, vamos aos poucos criando vínculos de ideias e pesquisas. Num ambiente de provocação e de conversação, toda segunda a noite, cada participante se propõe a pegar a batata quente na mão, e repassar o tubérculo. A medida em que se compartilha, a potato vai ficando mais leve.

A proposta é um descondicionamento do formato ensino-aprendizagem e um rolê de troca de experiências #crowdcooking #openKitchen #feverpotatos

#confiança #construção livre do conhecimento #desapego #provocações #representação #engajamento #apropriação da ação #colaborativa #ideia #modelo #organização

Texto colaborativo de Hércules Laino, Larissa Santiago,Thiago D’Angelo, Jonaya de Castro, Janis Goldbard, Chiquim Candido, Lorena de Lima e Simone Dornelles, numa segunda-feira a noite, do Acre a Porto Alegre.

 

Os muitos mapas de público da Virada Cultural

Na última Virada Cultural,  produzimos a intervenção < Mapa de Público >

Nessa sequência de imagens, dá para acompanhar o fluxo dos pontos e trajetos das pessoas que interagiram com o app Mapa de Público, ou encontraram algum dos monitores que circularam pela Virada.

A sensação foi de conseguir “fazer um selfie” de uma multidão, e ela se mostrou linda e tangível num momento de festa”, Demétrio Portugal, integrante do Mapa de Público.

“A “foto/mapa” nessa intervenção, não veio de encontro com uma análise estatística do público, mas uma proposta interativa,  experimental e em dados abertos”, Jonaya de Castro, integrante do Mapa de Público.

 O Mapa de Público o processo foi de P2P, um-pra-um, que aos poucos, ao longo das horas e dos minutos foram traçando um caminho abstrato pelos palcos da Virada Cultural , bem como pontuando suas respectivas origens globais”, Felipe Brait, integrante do Mapa de Público.

Em breve, publicaremos os dados abertos e o código do app.

 

Intervenções criativas e oficinas em todo Brasil

Estamos na 3ª edição do processo de formação do labExperimental Brasil. Belém do Pará, Juiz de Fora (Minas Gerais), São Paulo, Vitória da Conquista (interior da Bahia) e  Lagoa de Itaenga (Pernambuco) abriram inscrições para oficinas em escolas e centros culturais e já começaram as intervenções criativas.

Juiz de Fora, Minas Gerais  _  rolaram oficinas de pinhole, HQ e lambe-lambe, no dia 18 de maio, no centro cultural Dnar Rocha. Neste dia a turma formada com alunos da UFJF e artistas da cidade facilitaram oficinas para um público diverso. “As oficinas focaram na discussão sobre a poluição do Rio Paraíbuna e, como fechamento, vamos propor uma ação na Feira da ‘Avenida Brasil’, onde além de expor as produções, faremos intervenções através de ‘lambe-lambes’. O mais bacana de todo o processo foi ver como é possível fazer coisas em conjunto e mobilizar gente que quer fazer”, conta Elisiana, que é estudante de artes na UFJF e coordena o labE JF.

oficina de lambe labE JF

galera de Juiz de Fora, MG, na oficina de lambes do labE

São Paulo, SP_ Ingrid Cuestas comanda o labE em parceria com o Festival Disco Xepa, uma intervenção coletiva contra do desperdício de comida. Numa ação propositiva em prol do consumo consciente e do reaproveitamento de alimentos, duas oficinas do labE coordenadas pela Ingrid foram super produtivas: a de pílulas de vídeo e a de memes. Foram mais de 30 memes produzidos e 12 depoimentos em pílulas de vídeo. Quatro dias de festival debateram sobre novas ferramentas para a construção de uma economia sustentável e horizontal na alimentação, dos dias 14 a 17 de maio. “No último dia, no marco do Food Revolution Day, fizemos uma grande xepa e cozinhamos juntos em um ambiente de celebração, com música e apresentações artísticas, além da “Feirinha da Mudança”, conta Ingrid.

Lagoa de Itaenga, Pernambuco _ as oficinas começaram com 14 jovens da escola João Vieira Bezerra. O primeiro encontro foi para conhecer a proposta do LabE e conhecer o grupo, num exercício de reflexão sobre “quem sou eu?”, “quem somos nós?” e qual a relação da juventude com a política. “Além da roda de diálogo, a dinâmica permitiu a produção de um texto coletivo (que ainda será publicado), através de reflexões sobre questões pessoais, de convívio social e político. A ideia da intervenção é gravar mini vídeos com câmeras de bolso e outros aparelhos de gravação trazidos pela galera”, conta Romário Henrique, orientador da turma do labE em Pernambuco.

Vitória da Conquista, Bahia _ na oficina “América, que Vila é essa?“ será proposta a captura de imagens do bairro Vila América e a produção de uma narrativa colaborativa. A oficineira Izis norteará o processo de captura e organização destas imagens relacionando-os com os eixos temáticos #ocupaçãodoespaçopúblico e #modelosde organização, trabalhados nas oficinas de formação do labE.

Belém do Pará_ as mulheres do Coletivo Casa Preta se uniram com a Associação Ilê IYabá Omi – Aciyomi, Terreiro de Candomblé da nação Ketu, para inserir as atividades do labE nos 10 anos da associação. A partir de 23 de maio, serão oferecidas mini-oficinas aos sábados a tarde, de roteiro, fotografia e vídeo por celular, locução de rádio e edição de vídeo, além de cineclubes e rodas de conversa às sextas-feiras a noite, para juventude do bairro da Terra Firme. No encerramento das atividades será lançada a Rádio Portão Terra Firme, cujo mote é discutir qual espaço midiático é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia. O lançamento da Rádio Portão Terra Firme será  transmitido ao vivo pela internet no dia 14 de junho. As inscrições estão abertas.

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Durante o processo de formação, nós, oficineiros do labE, nos conectamos via internet por 8 semanas para debatermos as propostas coletivamente. L ogo mais, em junho, anunciamos o 4º edital de formação do LabE para oficineiros de todo o Brasil 🙂