Arquivo da tag: CyberQuilombo

videoaula “Introdução ao pensamento de Frantz Fanon”

“(…) Não basta apenas eu mudar a minha visão de mundo para que eu deixe de ser alienado, é preciso mudar o mundo. Porque para ele (Fanon) a luta não é só uma luta de ideias, é uma luta prática.”

videoaula: “Introdução ao pensamento de Frantz Fanon”, com o doutor em sociologia e integrante do Grupo Kilombagem, Deivison Nkosi

Inscreva-se no canal nosso para acompanhar os lançamentos:youtube.com/labexperimentalorg

Videoaula: Danças Africanas e Suas Diásporas no Brasil, com Luciane Ramos

“Eu to falando de dança como produção de conhecimento. Para além do entretenimento. Para além da ludicidade, muito embora a ludicidade seja um caminho importante pra chegar ao conhecimento. Então, em que medida eu abordo a dança como a possibilidade de encontrar um bem estar, uma autonomia do corpo, uma autonomia do existir, e também um espaço de dignidade? Pensando também, que é no corpo que se funda a nossa história (…) O meu caminho com o mundo, em primeiro lugar se dá através do meu corpo, então o meu  corpo não é só instrumento para se chegar à alguma coisa, o meu corpo sou eu, e é no nosso corpo que se escreve a nossa ancestralidade.”

Este é um trecho da videoaula Danças Africanas e Suas Diásporas no Brasil, a 8ª videoaula produzida pelo labExperimental, através do registro do Curso de Formação Livre labE: Cyberquilombo

#CYBERQUILOMBO
É um curso de formação livre que remixa cultura digital e africanidade, e investiga e aplica intervenções criativas em ambientes educacionais no tema africanidades e relações etnico raciais, além de produzir conteúdos digitais, voltados para o aprimoramento de professores e estudiosos em geral, a cerca do tema Africanidades.
Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03 , assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos, a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Inscreva-se no canal do youtube para receber os próximos vídeos:https://www.youtube.com/channel/UCf8SQGj2NSBhDi7fD-yhh6Q

workshop cyberquilombo março

As INSCRIÇÕES vão até 13 de março de 2016 no link

RESULTADO SERÁ PUBLICADO no dia 14 de março de 2016

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema “Africanidades”, em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 20 inscritos (10 em São Paulo e 10 em outras cidades do Brasil), que desenvolverão o workshop com treinamento da equipe do LabE. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade. O workshop é gratuito.

Dia 16.03.16, WORKSHOP PRESENCIAL em SAO PAULO, das 18 as 22h, nos quais será discutido quatro eixos temáticos – modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema.
DIA 17.03.16, WORKSHOP ONLINE para cidades do Brasil, das 18 as 22h, de formação à distância, via hangout, nos quais será discutido quatro eixos temáticos – modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema.

A seleção se dará em 2 etapas: analise técnica das inscrições, com valorização das redações sobre as duas videoaulas (conforme formulário) e CONFIRMAÇÃO POR EMAIL ou HANGOUT com os candidatos.

Videoaulas CyberQuilombo

Mais infos:
labexperimental.org

DÚVIDA
entrar em contato com lab@labexperimental.org

ESTÁ NO AR! Videoaulas de Djamila Ribeiro e de Mikael Freitas no labExperimental

Subimos essa semana mais dois vídeos que compõem a BIBLIOTECA ONLINE LABEXPERIMENTAL.ORG. A meta para 2016 é construir uma galeria com 40 videoaulas que promovam positivamente o debate sobre direitos humanos, gênero, africanidades, relações étnico raciais e liberdade de expressão. Nossa biblioteca já conta com 6 videoaulas produzidas através dos registros dos Cursos de Formação Livre do labE: CyberQuilombo e Mulheres na Política.

Feminismo Negro e Filosofia“, é a videoaula da filósofa e feminista Djamila Ribeiro para o curso Mulheres na Política,  formação livre do labexperimental.org destinada a interessades em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais sobre igualdade em direito de gêneros.
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“A Não Violência como ação política”, é a videoaula de Mikael Freitas, mestre em Sistemas Complexos pela Universidade de São Paulo e integrante da Escola de Ativismo, que apresentou uma fala no curso CyberQuilombo, formação livre que remixa africanidades com cultura digital. A temática da Não Violência faz parte dos estudos de modelos de organização, um dos eixos do labExperimental.
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Assista aos demais vídeos da nossa galeria:
Música Negra e Movimento Black Power – Eugênio Lima
https://www.youtube.com/watch?v=ukEAYg_TJBo

Oralidade e Literatura Negra Contemporânea – Allan da Rosa
https://www.youtube.com/watch?v=FdKTDp_JOHU

Mulher Negra e Feminismo – Bergman de Paula
Ocupação do Espaço Público – Laura Sobral

Feminismo Negro e Filosofia – Djamila Ribeiro no Mulheres na Política

“É importante pensarmos no conceito político da interseccionalidade. O conceito já havia sido trabalhado há muitos anos pelas feministas negras mas em 89 a Kimberlé Crenshaw deu um nó… que é pensar em como as opressões se entrecruzam, são combinadas e que não dá pra pensarmos as categorias de formas isoladas (…) porque raça indica classe. E o racismo cria uma hierarquia de gênero, colocando a mulher em uma posição desfavorável (…) não dá pra pensar de forma separada (…) como pensar é que você pensa classe sem pensar em gênero?”, explica Djamila Ribeiro na oficina.

Feminismo Negro e Filosofia é a video-oficina de Djamila Ribeiro, ativista e mestre em filosofia, no curso Mulheres na Política.

“A gente não é vista como alguém que pode produzir conhecimento e isso é ruim pra nós [mulheres negras]. A gente não é vista nesse lugar… porque a sociedade o tempo todo nos coloca em um lugar de inferiorização, subalternidade ou no lugar da exotização. De ser a mulher boa de cama, a mulher quente ou a mulata do carnaval. Vistas por esses esteriótipos, que nada mais são do que modos de nos manter em um lugar subalterno e que também tira a nossa humanidade”, debate Djamila durante sua fala. O vídeo ainda traz diversas citações de filósofas feministas 🙂

“Fomos educadas para respeitar mais o medo do que a nossa necessidade de linguagem e definição, mas se esperamos em silêncio que chegue a coragem, o peso do silêncio vai nos afogar”, Audre Lorde.

MULHERES NA POLÍTICA

O Mulheres na Política foi um curso de formação livre do labexperimental.org, destinado a interessades em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais sobre igualdade em direito de gêneros.

mulheresnapolitica

O curso livre “Mulheres na Política” aconteceu de 17 de agosto a 20 de outubro de 2015 com 12 participantes de várias cidades do Brasil, de norte a sul.

 

“A Não Violência como ação política”, com Mikael Freitas

“Quando tiram a minha humanidade, quando o Estado me priva de eu ser eu mesmo, quando me rebaixa, quando me coloca na situação do outro, quando me trata como coisa, essa é uma das piores violências que a gente pode sentir”

vídeo-oficina online sobre “não violência”

“A Não Violência como ação política”, é a vídeo-oficina online de Mikael Freitas, mestre em Sistemas Complexos e integrante da Escola de Ativismo, que apresentou uma fala no curso CyberQuilombo, O processo é uma Formação Online de Oficineiros que acontece via hangout, e que remixa africanidades com cultura digital. A temática da Não Violência faz parte dos estudos de modelos de organização, um dos eixos do labExperimental.

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“A primeira coisa quando a gente fala em não violência é olhar pro mundo à nossa volta e perceber onde está a violência e quem é o agente dessa violência. Tem a violência física, por exemplo, se eu vou sair na rua para defender alguma coisa que acredito e eu apanho de cacetete da polícia ou do estado. Tem a violência simbólica, do discurso, de alguém falando que de fato está indo diretamente contra a minha pessoa e não é uma questão mais de opinião. E tem também  a violência estrutural. O Estado é violento desde o discurso, desde a estrutura, quando ele coloca na TV uma certa realidade, ou quando ele afeta nossas crenças, origens, nossa história”. Militantes como Martin Luther King e Gandhi são citados na fala, e servem de pesquisa para aprofundarmos no tema.

Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5kB2mqls35M

CYBERQUILOMBO

< Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03 >

Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos,  a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Dentro das discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material dos professores para abordarem o assunto de maneira teórica e prática sem reproduzir os preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Partindo dessa informação, pretendemos através das vídeo-oficinas a partir da documentação das falas dos palestrantes convidados contribuir com processo de criação de conteúdo sobre a temática afro, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos em geral.

O LabExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: modelos de organização, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2016, produzimos 7 edições do curso de formação online.

mais infos: http://labexperimental.org/cyberquilombo/

 

Inscrições Abertas para o CyberQuilombo

Estão abertas as inscrições para o Cyberquilombo SP – 7º Edital de Formação de Oficineiros LabE, aprovado pelo Edital Vai Tec, da prefeitura de São Paulo

AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ  11.11 E O RESULTADO SERÁ PUBLICADO NO DIA 16.11.

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema “Africanidades”, em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 10 inscritos, que desenvolverão o projeto com treinamento e acompanhamento da equipe do LabE. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade QUE RESIDAM EM SÃO PAULO (*Aos interessados que não residem em São Paulo podem fazer a inscrição que entraremos em contato quando realizarmos a próxima edição aberta para todo o Brasil*). O curso é gratuito!!!

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Serão 10 encontros (uma vez por semana) de 18.11.15 à 16.02.16, de formação à distância, via hangout, nos quais será discutido, junto a palestrantes convidados, quatro eixos temáticos – modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema, tendo em mente que, desde 2003, o ensino de história e cultura afro é obrigatório nas escolas, mas sofre diversos problemas na sua implementação justamente por culpa das dificuldades de alguns professores em abordar o tema sem reproduzir os mesmos preconceitos que a eles foi passado durante sua formação.

A seleção se dará em 2 etapas: analise técnica das inscrições e entrevista presencial com os candidatos.

Todos os encontros são gravados e editados no formato de video-oficinas. A documentação das falas dos candidatos fazem parte do projeto de criação de uma biblioteca de video-oficinas sobre as temáticas de africanidades, cultura digital e diversidade, para que possam ser utilizadas para estudos online por professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos de todo o Brasil (e quem sabe América Latina).

Assista as vídeos-oficinas produzidas na ultima edição do CyberQuilombo:

“Música Negra e Movimento Black Power”, com Eugenio Lima.

“Mulher Negra e Feminismo”, com Bergman de Paula

“Oralidade e Literatura Negra Contemporânea”, com Allan da Rosa

Link para inscrições: http://goo.gl/forms/ZD6y5tb2JO

Mais infos:
labexperimental.org

Dúvidas e sugestões, entrar em contato com lab@labexperimental.org

Informe labE Setembro

SAIU O TERCEIRO VÍDEO DO CYBERQUILOMBO!
O CyberQuilombo foi a quinta edição do Curso de Formação Online de Oficineiros LabExperimental.org e que remixa africanidades com cultura digital. Asas falas dos palestrantes convidados fazem parte do projeto de criação de uma biblioteca de video-oficinas sobre as temáticas de africanidades, cultura digital e diversidade, para que possam ser utilizadas para estudos online por professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos de todo o Brasil (e quem sabe América Latina).
ASSISTA ao Video 3 – “Oralidade e Literatura Negra Contemporânea” , com o escritor Allan da Rosa.

INSPIRADOR – WORKSHOP DE PRODUÇÃO CULTURAL,
no Condomínio Cultural, dias 06, 08 e 09 de outubro.
O workshop de planejamento é orientado pela ação, a partir do Inspirador***, um guia de produção independente  para colocar a “mão na massa”, iniciativa do MinC e do Goethe Institut. O workshop terá como fio condutor as 6 hashtags (#) do Inspirador, que representam os campos de atuação em todas as fases do cronograma da produção cultural. As práticas se cruzam, se complementam e oferecem um olhar panorâmico sobre o evento. Orientadoras: Isabel Holzl, Jonaya de Castro, Laura Sobral, Lorena Vicini. Link para inscrições e mais infos:  http://goo.gl/forms/P6nE55qXhE
*** O manual pode ser baixado aqui: http://www.goethe.de/ins/br/lp/pro/Inspirador.pdf
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Aviso ao coletivo parceiros: Temos 5 mil Bolinhas, piscinas e EVAs! Quem tiver ideias criativas de como podemos usar as piscinas e as cinco mil bolinhas ou queira usá-las em algum evento ou intervenção é só falar com a gente.  \o/

No dia, 05 de setembro, no Anhangabau, centro de SP, durante o evento SP Na Rua, o labExperimental realizou a intervenção Planetarium. Juntamos três piscinas de bolinhas, um largo espaço para sentar, para brincar e água livre. É no espaço público que reinventamos a cidade! Saiba mais: “Quando adultos viram crianças no meio da rua”
http://labexperimental.org/cidadeparabrincar/
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“Música Negra e Movimento Black Power”, com Eugenio Lima

“(…) Frantz Fanon, Malcolm X, Mano Brown, James Brown, Nelson Mandela, Dona Ivone Lara, Bimba, Pastinha, eu posso colocar todo mundo que eu quiser numa fala porque essa ancestralidade e essas vozes se encontram com a minha voz porque eu sou negro. É uma vantagem filosófica incrível que o hip hop sabiamente foi utilizar no conceito de periferia. Quando o GOG fala que periferia é periferia aqui ou em qualquer lugar, ele tá falando também disso. Existe uma linha indivizível das periferias de todo mundo, que é análogo à nossa construção diaspórica”, Eugênio Lima.

Esse trecho compõe o vídeo da oficina online do Eugênio Lima no Cyberquilombo. Serão 8 vídeo-oficinas que integram o conteúdo produzido durante o curso CyberQuilombo, na quinta edição do Curso de Formação Online de Oficineiros LabE, que remixa africanidades com cultura digital.

Dentre os principais objetivos do projeto está contribuir para aplicação da lei 10.639, assinada e promulgada em 2003, que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio.

Nas discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material de formação para professores abordarem o assunto de maneira teórica e prática, sem reproduzir preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Pretendemos através da documentação das falas dos palestrantes produzir video-oficinas sobre a temática de africanidades e cultura digital, afim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03.

Vídeo 01: “Música Negra e Movimento Black Power”, com Dj Eugenio Lima, Membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro, pesquisador da cultura afro-diásporica.

 

Despacho Poético – Abertura dos trabalhos no CyberQuilombo

Um Quilombo Urbano Contemporâneo se levanta e alça voo para o cyber espaço!!

Malungos espalhados pelos quatro cantos do Brasil, orientados pelo som dos tambores, seguiam as batidas que ecoaram em seus corações e se encontraram neste território, espaço de lutas e resistências que agregam pessoas de diferentes origens com um mesmo ideal, como os mocambos que formaram Palmares.

Após a euforia do primeiro contato, a emoção predominante era a apreensão em relação aos desafios existentes, que vão como uma bala em direção ao peito de cada irmão morto pelo capitão do mato (polícia) ou como um vendaval de intolerância que destrói altares erguidos para saudar a ancestralidade de seu povo.

A solução para tal angustia veio do Orum, através de Exu, seu mensageiro. E então, abençoados por elegbaras e mojubás, foi lançado um despacho poético para iniciação dos trabalhos e abertura dos caminhos. Uma ideopaisagem midiática, um manifesto visual, uma arte colaborativa, start meteoro angular lançada no espaço como pedra fundamental. E só retornará à terra depois de uma saga que suprirá nossos imaginários sociais e se tornará concreta em nosso cotidiano e localidade após 10 estações. Onde se encontrarão arte e território nas ruas e logradouros de nossas cidades, mostrando esta rede tecida com muitas mãos, cabeças, corações e dedos.

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