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CyberQuilombo – Inscrições 2015 (1º Semestre)

De 10 à 28 de fevereiro estaremos recebendo as inscrições para o 5º Edital de Formação de Oficineiros LabE – CyberQuilombo.

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema “Afrikanidades”, em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 10 inscritos, que desenvolverão o projeto com treinamento e acompanhamento da equipe do LabE. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade de qualquer cidade do Brasil. O curso é gratuito.

Serão 10 encontros (uma vez por semana) de formação à distância, via skype, nos quais será discutido, junto a palestrantes convidados, quatro eixos temáticos que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital:

“Modelos de organização – A não-violência como ação política”, com Mikael Freitas, membro da Escola de Ativismo.
“Ocupação do espaço público”, com a arquiteta e urbanista, Laura Sobral. Integrante do Coletivo A Batatá Precisa de Você.
“Mídia Livre”, com jornalista Patricia Kalil, integrante da página ‘Água Sua Linda’
“Remixologia”, com a jornalista Jonaya de Castro, fundadora do LabExperimental e integrante do Ônibus Hacker.
Parte de Afrikanidades:

Conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema, tendo em mente que, desde 2003, o ensino de história e cultura afro é obrigatório nas escolas, mas sofre diversos problemas na sua implementação justamente por culpa das dificuldades de alguns professores em abordar o tema sem reproduzir os mesmos preconceitos que a eles foi passado durante sua formação.

“Literatura Negra e Pedagoginga”, com o educador e escritor Allan da Rosa, colunista da Revista Forum e autor do livro “Pedagoginga, Autonomia e Mocambagem”
“Música Negra e Movimento Black Power”, com Dj Eugenio Lima,Membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro,pesquisador da cultura afro- diásporica.
“Mulher Negra e Feminismo”, com a historiadora Bergman de Paula, que atualmente tem como foco de pesquisa o trabalho, a memória e a identidade da mulher negra.
“Negritude, a partir da ideias de Frantz Fanon”, com Deivison Nkosi, professor do Departamento de Estudos Sociais História e Geografia da Faculdade de São Bernardo como Docente da Disciplina História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena

A seleção se dará em 2 etapas que iniciarão a partir do dia seguinte ao término das inscrições até 06 de março, data de divulgação do resultado. As etapas consistem em: analise técnica das inscrições e conversa via skype com os pré-selecionados.

Link para inscrição: goo.gl/xeSjum

 

DÚVIDA
entrar em contato com lab@labexperimental.org

Água, sua linda

agua sua linda

DICA
#midialivre
#remixologia

A página traz uma série de dados de relatórios públicos em formatos mais criativos como infográficos e ilustrações. A ideia é lutar pela transparência de informação sobre a situação das nossas fontes de água e sobre as soluções para lidar com a escassez no curto e longo prazos. E na próxima segunda-feira teremos a oficina online com a criadora da página: Patrícia Kalil. Inscrições pelo lab@labexperimental.org

https://www.facebook.com/aguasualinda

Na contra mão da concessão, Belém ganha rádio portãooooo

No capítulo 1 da constituição brasileira de 1988, art. 5º, inciso IX, consta que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Entretanto, a quem é garantido esse direito de fato?

E qual espaço é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia?

O Brasil (como algumas dezenas de países, especialmente os latino-americanos) é o reino das concessões políticas para veículos de comunicação privados, que não garantem o acesso livre aos seus espaços. Estes são privatizados e o acesso é extremamente fechado, são poucas as vozes presentes e para comunicar é necessário autorização.

Na contra mão dessa mídia hegemônica e corporativa, várias ações surgiram em nossa recente história para criar espaços de livre manifestação política, ideológica, cultural, popular, artística. O aumento do acesso à internet tem contribuído em alguma medida para potencializar a produção de conteudo midiatico e sua difusão .

Os blogs, as redes e as mídias sociais, tem se consolidado como espaços que podem garantir o que a constituição não dá conta: o direito constitucional à livre manifestação. Neles podemos encontrar múltiplas territorialidades e múltiplas vozes que nos dão a real dimensão da nossa polifonia e pluralidade, ainda que não sejam ambientes livres da censura e que muitos sejam criminalizados pelas grandes redes de comunicação.

Em Belém temos alguns bons exercícios, porém a mídia livre, aberta, disponível, também precisa ser protagonizada pela juventude negra e pobre da Amazônia. Seja na ambiência online ou offline, é preciso criar essas mediações. A juventude da periferia amazônica não é atendida pelos veículos tradicionais, ela não ouve sua voz ecoar, nem suas necessidades. E essa juventude é extremamente diversa e plural. Precisamos ir além do convencional.

Buscando contribuir com essa pluralidade e polifonia é que, por meio da formação do LabExperimental, colocaremos “no ar” a Rádio Portão na rua da Olaria, no bairro da Terra Firme, aqui na capital paraense. Ela não precisa de concessão. Não precisa de autorização.
Nosso objetivo é experimentar com esses jovens um exercício de mídia livre, em que as vozes serão as deles, com suas visões, limitações, conquistas, amadurecimento e crescimento, para que compreendam que sua liberdade não deve ser cerceada em nenhum campo social.

texto de Thica Neves Barros e turma do labE (quem tava 🙂