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Proposta de workshop Inspirador

Workshop INSPIRADOR, dá pra fazer produção cultural de outro jeito

O workshop é baseado no Inspirador  (www.goethe.de/ins/br/lp/pro/Inspirador.pdf), iniciativa do Instituto Goethe e Ministério da Cultura, com conteúdo resultante de muitas rodas de conversa com produtores culturais independentes e makers para repensar e exercitar um jeito sustentável de fazer eventos culturais.

foto inspirador 1

Baixe a apresentação em pdf:

workshop_inspirador

A teoria da batata quente

“Se você tiver um grupo para passar a batata, sua mão não queimará, e ainda dá pra dividir a batata depois :)”

Ler ouvindo isso aqui ó

A roda está formada! Todo mundo quer brincar, mas diferente da brincadeira tradicional, o objetivo não é passar a batata, mas sim que cada um segure um pouquinho a batata colaborativa. Esse é o modelo de organização que o labE propõe  para a formação dos laboratórios criativos de intervenção (nas escolas).

Definição – Colaborar: Trabalhar com uma ou muitas pessoas numa obra; cooperar;

Estar junto, confiar, engajar são verbos que moldam e fazem parte do processo de construção de um modelo participativo de organização. Incentivar a livre construção do conhecimento, motivar e construir ideias que sejam coletivas e desemboquem numa ação.

Prá valorizarmos nossas propostas e ativar a inteligência coletiva da comunidade, que outros modelos de organização podemos construir? Ou quais modelos mais interessantes podemos remixar?

Durante o processo de interação entre membros do labE, vamos aos poucos criando vínculos de ideias e pesquisas. Num ambiente de provocação e de conversação, toda segunda a noite, cada participante se propõe a pegar a batata quente na mão, e repassar o tubérculo. A medida em que se compartilha, a potato vai ficando mais leve.

A proposta é um descondicionamento do formato ensino-aprendizagem e um rolê de troca de experiências #crowdcooking #openKitchen #feverpotatos

#confiança #construção livre do conhecimento #desapego #provocações #representação #engajamento #apropriação da ação #colaborativa #ideia #modelo #organização

Texto colaborativo de Hércules Laino, Larissa Santiago,Thiago D’Angelo, Jonaya de Castro, Janis Goldbard, Chiquim Candido, Lorena de Lima e Simone Dornelles, numa segunda-feira a noite, do Acre a Porto Alegre.

 

Os muitos mapas de público da Virada Cultural

Na última Virada Cultural,  produzimos a intervenção < Mapa de Público >

Nessa sequência de imagens, dá para acompanhar o fluxo dos pontos e trajetos das pessoas que interagiram com o app Mapa de Público, ou encontraram algum dos monitores que circularam pela Virada.

A sensação foi de conseguir “fazer um selfie” de uma multidão, e ela se mostrou linda e tangível num momento de festa”, Demétrio Portugal, integrante do Mapa de Público.

“A “foto/mapa” nessa intervenção, não veio de encontro com uma análise estatística do público, mas uma proposta interativa,  experimental e em dados abertos”, Jonaya de Castro, integrante do Mapa de Público.

 O Mapa de Público o processo foi de P2P, um-pra-um, que aos poucos, ao longo das horas e dos minutos foram traçando um caminho abstrato pelos palcos da Virada Cultural , bem como pontuando suas respectivas origens globais”, Felipe Brait, integrante do Mapa de Público.

Em breve, publicaremos os dados abertos e o código do app.

 

Intervenções criativas e oficinas em todo Brasil

Estamos na 3ª edição do processo de formação do labExperimental Brasil. Belém do Pará, Juiz de Fora (Minas Gerais), São Paulo, Vitória da Conquista (interior da Bahia) e  Lagoa de Itaenga (Pernambuco) abriram inscrições para oficinas em escolas e centros culturais e já começaram as intervenções criativas.

Juiz de Fora, Minas Gerais  _  rolaram oficinas de pinhole, HQ e lambe-lambe, no dia 18 de maio, no centro cultural Dnar Rocha. Neste dia a turma formada com alunos da UFJF e artistas da cidade facilitaram oficinas para um público diverso. “As oficinas focaram na discussão sobre a poluição do Rio Paraíbuna e, como fechamento, vamos propor uma ação na Feira da ‘Avenida Brasil’, onde além de expor as produções, faremos intervenções através de ‘lambe-lambes’. O mais bacana de todo o processo foi ver como é possível fazer coisas em conjunto e mobilizar gente que quer fazer”, conta Elisiana, que é estudante de artes na UFJF e coordena o labE JF.

oficina de lambe labE JF

galera de Juiz de Fora, MG, na oficina de lambes do labE

São Paulo, SP_ Ingrid Cuestas comanda o labE em parceria com o Festival Disco Xepa, uma intervenção coletiva contra do desperdício de comida. Numa ação propositiva em prol do consumo consciente e do reaproveitamento de alimentos, duas oficinas do labE coordenadas pela Ingrid foram super produtivas: a de pílulas de vídeo e a de memes. Foram mais de 30 memes produzidos e 12 depoimentos em pílulas de vídeo. Quatro dias de festival debateram sobre novas ferramentas para a construção de uma economia sustentável e horizontal na alimentação, dos dias 14 a 17 de maio. “No último dia, no marco do Food Revolution Day, fizemos uma grande xepa e cozinhamos juntos em um ambiente de celebração, com música e apresentações artísticas, além da “Feirinha da Mudança”, conta Ingrid.

Lagoa de Itaenga, Pernambuco _ as oficinas começaram com 14 jovens da escola João Vieira Bezerra. O primeiro encontro foi para conhecer a proposta do LabE e conhecer o grupo, num exercício de reflexão sobre “quem sou eu?”, “quem somos nós?” e qual a relação da juventude com a política. “Além da roda de diálogo, a dinâmica permitiu a produção de um texto coletivo (que ainda será publicado), através de reflexões sobre questões pessoais, de convívio social e político. A ideia da intervenção é gravar mini vídeos com câmeras de bolso e outros aparelhos de gravação trazidos pela galera”, conta Romário Henrique, orientador da turma do labE em Pernambuco.

Vitória da Conquista, Bahia _ na oficina “América, que Vila é essa?“ será proposta a captura de imagens do bairro Vila América e a produção de uma narrativa colaborativa. A oficineira Izis norteará o processo de captura e organização destas imagens relacionando-os com os eixos temáticos #ocupaçãodoespaçopúblico e #modelosde organização, trabalhados nas oficinas de formação do labE.

Belém do Pará_ as mulheres do Coletivo Casa Preta se uniram com a Associação Ilê IYabá Omi – Aciyomi, Terreiro de Candomblé da nação Ketu, para inserir as atividades do labE nos 10 anos da associação. A partir de 23 de maio, serão oferecidas mini-oficinas aos sábados a tarde, de roteiro, fotografia e vídeo por celular, locução de rádio e edição de vídeo, além de cineclubes e rodas de conversa às sextas-feiras a noite, para juventude do bairro da Terra Firme. No encerramento das atividades será lançada a Rádio Portão Terra Firme, cujo mote é discutir qual espaço midiático é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia. O lançamento da Rádio Portão Terra Firme será  transmitido ao vivo pela internet no dia 14 de junho. As inscrições estão abertas.

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Durante o processo de formação, nós, oficineiros do labE, nos conectamos via internet por 8 semanas para debatermos as propostas coletivamente. L ogo mais, em junho, anunciamos o 4º edital de formação do LabE para oficineiros de todo o Brasil 🙂

Mapa de Público

Uma intervenção de arte e tecnologia

Vamos produzir uma intervenção artística na Virada Cultural 10 anos, a se realizar nos dias 17 e 18 de maio. Os temas que norteiam a ação são a visualização de dados e o fluxo de público.

A intervenção começará envolvendo um grupo de mais de 80 pessoas entre artistas, programadores, produtores e colaboradores, e tem o objetivo de trazer uma visão criativa e inesperada sobre as discussões entre liberdade, privacidade e segurança no mundo virtual.

A ação experimental se dará na produção de um mapa artístico ao vivo a partir da interação do público via um aplicativo chamado Mapa de Público. O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de app e também haverá uma equipe de 50 colaboradores com tablets interagindo com o público diretamente do Vale do Anhangabaú e circulando pela Virada.

A partir do aplicativo a pessoa diz de que bairro veio e, com um clique, começa a marcar no mapa seu trajeto partida e chegada.. Se continuar a fazer o checkin pelo centro da cidade de São Paulo, formará uma seqüência de pontos do seu percurso. A ideia é que qualquer pessoa possa se cadastrar e participar da intervenção sem precisar confirmar quem é. Hoje em dia, uma simples existência anônima ativa na internet, já é algo bastante questionador.

Saiba mais aqui
http://labexperimental.org/mapa-de-publico/

Mapa afetivo no Prototype Festival

Participamos do Prototype Festival com o Mapa Afetivo Krono Kairós.
“Os gregos antigos possuíam duas palavras para a moderna noção de “tempo”: chronos e kairos. Enquanto a primeira era usada no contexto de tempo cronológico, sequencial e linear, ao tempo existencial os gregos denominavam Kairos e acreditavam nele para enfrentar o cruel e tirano Chronos. Enquanto o primeiro é de natureza quantitativa, Kairos possui natureza qualitativa”

Mais fotos na nossa página do facebook

Mapeamos a visitação do festival o/

A equipe do Lab.E propôs interações com o público que foi ao pré-lançamento do Festival SCREEN. O SCREEN é uma plataforma cultural nascida em Barcelona que aborda o tema da cidade e a imagem em movimento, e que acontece através de Festivais de Videoarte. O local de realização foi o Art Palácio, de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2013, cinema de 1936 que hoje é propriedade da Secretaria Municipal de Cultura. Este cinema foi um dos maiores e mais importantes da época de ouro da Cinelândia Paulista e uma parte do prédio foi requalificado especialmente para receber o público durante o festival.
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A equipe do Lab.E propôs interações com o público que foi ao pré-lançamento do Festival SCREEN. O SCREEN é uma plataforma cultural nascida em Barcelona que aborda o tema da cidade e a imagem em movimento, e que acontece através de Festivais de Videoarte. O local de realização foi o Art Palácio, de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2013, cinema de 1936 que hoje é propriedade da Secretaria Municipal de Cultura. Este cinema foi um dos maiores e mais importantes da época de ouro da Cinelândia Paulista e uma parte do prédio foi requalificado especialmente para receber o público durante o festival.

 

Um dos resultados da ação do Lab.E é o “Mapa das Visitações”. Conforme os dados informados por aproximadamente 20% do público (424 pessoas), foi possível georreferenciar o ponto de partida de cada um. A experiência gerou esse mapa: http://goo.gl/whC2y6, que serve de visualização da mobilidade do público em relação ao Cine Art Palácio, no centro de São Paulo. Estamos experimentando as possibilidades de visualização desses dados.O que esse mapa nos revela? Estamos aprofundando uma pesquisa que cruza alguns dados desse mapa com os depoimentos no Mural do Lab.E. Logo mais publicaremos essa análise.
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A proposta do Lab.E é trabalhar a aproximação das pessoas e dos diferentes modelos de governança existentes. Propomos processos autônomos de reflexão, atuação social e participação popular, diante da atuação como coletivo cultural. No campo de reinvenção do espaço público, desenvolvemos um processo de pesquisa e mapeamento afetivo do espaço da comunidade, concretizado nesse mapa, no mural “Aqui Eu Imagino” e no livroarte “Memórias do Futuro – Cine Art Palácio 2103”, que será doado para a Biblioteca Municipal Mário de Andrade.
No mapa, percebemos que são muitos bairros envolvidos no processo, numa crescente densidade ao se aproximar do centro. Para quem participou: talvez você tenha saído de casa para visitar o Screen Festival, talvez você estivesse passando em frente ao Art Palácio, percebeu algo diferente no espaço urbano e entrou. Você pode ter andado apenas alguns quarteirões da sua casa à exposição, ou usado o metrô, ônibus, avião, atravessado a cidade ou o oceano. Com esse mapa e com as outras ações, o lab experimental promove desenvolvimento de metodologias de gestão cultural. Agradecemos às pessoas que compartilharam essa experiência com a gente!
Equipe Lab.E