“Mapa das Visitações”

Um dos resultados da ação do Lab.E no Festival SCREEN é o “Mapa das Visitações”. Conforme os dados informados por aproximadamente 20% do público (424 pessoas), foi possível georreferenciar o ponto de partida de cada um. A experiência gerou esse mapa: http://goo.gl/whC2y6, que serve de visualização da mobilidade do público em relação ao Cine Art Palácio, no centro de São Paulo. O que esse mapa nos revela? Qual o alcance de uma atividade no centro? Qual a mobilidade cultural dos paulistanos? Estamos aprofundando uma pesquisa que cruza alguns dados desse mapa com os depoimentos no Mural do Lab.E. Logo mais publicaremos os insights!1459937_589691997746637_1726054836_n

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A equipe do Lab.E propôs interações com o público que foi ao pré-lançamento do Festival SCREEN. O SCREEN é uma plataforma cultural nascida em Barcelona que aborda o tema da cidade e a imagem em movimento, e que acontece através de Festivais de Videoarte. O local de realização foi o Art Palácio, de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2013, cinema de 1936 que hoje é propriedade da Secretaria Municipal de Cultura. Este cinema foi um dos maiores e mais importantes da época de ouro da Cinelândia Paulista e uma parte do prédio foi requalificado especialmente para receber o público durante o festival.
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A equipe do Lab.E propôs interações com o público que foi ao pré-lançamento do Festival SCREEN. O SCREEN é uma plataforma cultural nascida em Barcelona que aborda o tema da cidade e a imagem em movimento, e que acontece através de Festivais de Videoarte. O local de realização foi o Art Palácio, de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2013, cinema de 1936 que hoje é propriedade da Secretaria Municipal de Cultura. Este cinema foi um dos maiores e mais importantes da época de ouro da Cinelândia Paulista e uma parte do prédio foi requalificado especialmente para receber o público durante o festival.

 

Um dos resultados da ação do Lab.E é o “Mapa das Visitações”. Conforme os dados informados por aproximadamente 20% do público (424 pessoas), foi possível georreferenciar o ponto de partida de cada um. A experiência gerou esse mapa: http://goo.gl/whC2y6, que serve de visualização da mobilidade do público em relação ao Cine Art Palácio, no centro de São Paulo. Estamos experimentando as possibilidades de visualização desses dados.O que esse mapa nos revela? Estamos aprofundando uma pesquisa que cruza alguns dados desse mapa com os depoimentos no Mural do Lab.E. Logo mais publicaremos essa análise.
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A proposta do Lab.E é trabalhar a aproximação das pessoas e dos diferentes modelos de governança existentes. Propomos processos autônomos de reflexão, atuação social e participação popular, diante da atuação como coletivo cultural. No campo de reinvenção do espaço público, desenvolvemos um processo de pesquisa e mapeamento afetivo do espaço da comunidade, concretizado nesse mapa, no mural “Aqui Eu Imagino” e no livroarte “Memórias do Futuro – Cine Art Palácio 2103”, que será doado para a Biblioteca Municipal Mário de Andrade.
No mapa, percebemos que são muitos bairros envolvidos no processo, numa crescente densidade ao se aproximar do centro. Para quem participou: talvez você tenha saído de casa para visitar o Screen Festival, talvez você estivesse passando em frente ao Art Palácio, percebeu algo diferente no espaço urbano e entrou. Você pode ter andado apenas alguns quarteirões da sua casa à exposição, ou usado o metrô, ônibus, avião, atravessado a cidade ou o oceano. Com esse mapa e com as outras ações, o lab experimental promove desenvolvimento de metodologias de gestão cultural. Agradecemos às pessoas que compartilharam essa experiência com a gente!
Equipe Lab.E

 

Lab.E integra ocupação do Festival Screen no Cine Art Palácio – SP

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Lab.E foi convidado a produzir a ação educativa da reestréia de uma das maiores salas de cinema de São Paulo: o Cine Art Palácio. Criamos para a ação três interações com o público: o mural “Aqui Eu Imagino”, o “Mapa das Visitações” e o “Livro de Memórias do Futuro”.

No mural “Eu Aqui Imagino”, as pessoas são convidadas a escrever sugestões, impressões e usar os carimbos criativos, deixando no local o imaginário coletivo exposto para os outros visitantes. O “Mapa das Visitações” é um georreferenciamento do público que será divulgado na internet e o “Livro de Memórias do Futuro” é um livro-arte escrito com depoimentos de quem passou por ali e será entregue a Secretaria Municipal de Cultura.

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O Cine Art Palácio

Em frente ao Largo Paissandu, o Cine Art Palácio é uma sala com 3 mil e 200 lugares, e muitas histórias para contar. A sala nasce em 1936, como UFA, Universum Film Ag, indústria cinematográfica alemã, que depois caiu nas mãos do Ministério da Propaganda (nazista). Em 1939, a sala, fugindo da segunda guerra, se transforma no Cine Art Palácio.

Na década de 40/50, com a chegada da TV, o cinema vai entrando em decadência até que, na década de 80 se entrega à cultura do cine pornô do centro de SP. Foram 30 anos de energia pesada, retratada nas diversas paredes pixadas e desgastadas.

Em 2013, iniciamos um processo de transmutação do território, buscando a transmutação da cidade que queremos e convidando toda a comunidade que mora ou trabalha na região próxima ao Cine Art Palácio para conhecer esse incrível espaço público. O projeto é uma coprodução da Secretaria Municipal de Cultura e do Screen Festival – Brasil.

Serviço:
Cine Art Palácio
Avenida São João, 419 (ao lado da Galeria do Rock)
quinta, sexta e sábado – das 12 as 20h
domingo – das 12 as 18h
evento no facebook:https://www.facebook.com/events/720188674677411/?ref_newsfeed_story_type=regular

Convidado – Breno Castro Alves

Breno Castro AlvesOutro convidado que tivemos nessa edição do Lab.E foi o Breno Castro Alves. Breno é editor do Espaço Humus, um ateliê digital que trabalha com “produção de conteúdo no meio do caminho entre comunicação e arte”, como eles mesmos se definem, e que se divide em três eixos: arte, política e cultura.

O papo começou com Breno contando um pouco da sua trajetória de vida e seus questionamentos profissionais – o início da sua carreira como jornalista, sua aproximação com educação, seus projetos com cartografia afetiva.

Segundo Breno, a cartografia afetiva é um processo de busca do que cada um de nós reconhece no mundo e o que nos toca. Ao contrário da cartografia tradicional, que leva em contato os espaços físicos e geográficos, a cartografia afetiva mapeia nossas emoções e sentimentos em relação a um determinado local. Os cômodos de uma casa, por exemplo, podem ser maiores ou menores de acordo com a importância que possuem para nós, e não seu tamanho real. A pergunta principal da cartografia afetiva é “o que é tão importante para entrar neste mapa que você está construindo?”. Nela, não existe certo e errado, ela é um mapeamento das relações invisíveis que criamos com o nosso entorno.

Uma parte importante da conversa foi o seu relato sobre um trabalho de cartografia afetiva realizado por ele na escola Canuto do Val, em São Paulo, e que pode ser conferido integralmente aqui. Ele nos contou detalhes do processo e de como a educação formal não leva em conta questões levantadas pela cartografia afetiva e que precisam ser trabalhadas também nos espaços educacionais. Em seguida, discutimos como essa oficina poderia ser realizada pelos oficineiros do Lab.E, com suas respectivas turmas.

Para fechar o encontro, Breno contou sua experiência com o festival de rua Baixo Centro, que trabalha com a perspectiva de ocupação de espaços públicos e sua transformação em ambientes de convivência, mais do que apenas locais de passagem, e que defende que “as ruas são para dançar”.

Convidada – Liane Lira

Liane LiraLogo no começo dessa segunda edição do Lab.E., no dia 11 de setembro, tivemos como convidada Liane Lira, Coordenadora da Rede de Projetos do programa de inclusão digital Acessa SP.

Liane começou a conversa falando sobre seu histórico profissional e sua migração do direito, sua área de formação, para o ativismo digital. Em seguida, iniciou um debate sobre como a internet e as novas tecnologias podem ser utilizadas para transformar a nossa realidade e sobre como estão influenciando os regimes políticos em todo o mundo, e citou o uso de ferramentas consultivas online, a exemplo do que foi feito com o Marco Civil da Internet no Brasil, como exemplo da impacto das tecnologias nos processos democráticos. Outros exemplos levantados foram o Avaaz, site de recolhimento online de assinaturas, e o Vote na Web, que apresenta de forma simplificada os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional.

Outro tema discutido no encontro foi a chamada “crise dos intermediários” nas indústrias fonográficas e editorias, por exemplo, que emergiu com a internet e já há algum tempo discute a necessidade de tantos intermediários na nossa sociedade e o surgimento de modelos de negócios em que artistas e profissionais dialogam diretamente com seu público.

Para fechar o encontro, Liane falou da “Oficina de Projeto de Lei”, no qual os participantes aprendem como se escreve um projeto de lei e os processos envolvidos na sua criação, e explicou como os oficineiros poderiam replicá-la com os jovens do Lab.E.

Equipe da segunda edição do Lab.E

A segunda edição do Lab. Experimental, iniciada na última semana de agosto, conta com 8 oficineiros espalhados por São Paulo-SP, Campinas-SP, Brasília-DF, Goiânia-GO e Macaíba-RN.

Abaixo vocês podem conhecer um pouquinho sobre cada um deles:

Carmem Munhoz – São Paulo/SP

Professora de arte e oficineira desde 1999, Carmem decidiu entrar para o Lab.E para permear seu trabalho de arte educadora com novos modelos de ações, repensar o espaço da escola (público privado), discutir remix, interação, apropriação e acesso e “criar maiores conexões entre o pensar e o agir. Para realizar ações coletivas artísticas e culturais. Para conectar-me e aprender com pessoas.”

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Rodolfo Hollanda – Macaíba/RN

Rodolfo é o primeiro oficineiro a iniciar as atividades do Lab.E nas escolas (logo mais teremos um post sobre isso) e se juntou ao Lab. com o objetivo de aprimorar suas percepções do trabalho de formação livre e educação, além de “experienciar novas formas de produção cultural, ir às comunidades, trabalhar diretamente com jovens carentes e, por fim, perpetuar esse trabalho para que seja uma construção contínua, tanto enquanto pessoa, como enquanto formador livre”.

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Valdir Alves da Costa – Brasília/DF

Professor de Filosofia e Sociologia, Valdir trabalha com gestão e consultoria em projetos de Educação e Cultura nas áreas pública, privada e terceiro setor e se aproximou do  Lab.E para aprimorar a formação livre que já realiza na Universidade do Fora do Eixo (UniFdE), replicar a ideia do Laboratório e fortalecer seu trabalho colaborativo em rede.

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Luiza Helena de Souza Fonseca – Goiânia/GO

Professora que ama ensinar, Luiza viu no Lab.E a possibilidade de criar uma vivência significativa com oficinas culturais, adquirir novas experiências e transmitir para todos ao seu redor o conhecimento aprendido durante a formação livre.

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Jaqueline de Mello Vicente – São Paulo/SP
Jaqueline quer criar um coletivo com oficinas audiovisuais em conjunto com sua antiga professora do ensino médio, na escola pública onde estudou, na Baixada Santista. Por isso, viu no  Lab.E a chance de adquirir a experiência e os conhecimentos necessários para tal e assim conseguir mostrar aos alunos de sua antiga escola que eles são capazes de criar e fazer a diferença.

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Roselene dos Anjos – Campinas/SP

Professora desde 1983, Roselene decidiu se juntar ao Lab.E pela oportunidade de conhecer e desenvolver trabalhos em redes, aprofundar-se nos quatro eixos temáticos e utilizar os conhecimentos e experiências adiquiridos

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Gabriela Nardy – São Paulo/SP

Ativista hacker, integrante do coletivo Ônibus Hacker e oficineira do  Lab.E desde a primeira edição, Gabriela acredita no poder transformador da educação e na necessidade de se discutir os temas do Lab. Experimental com os jovens.

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Zildete Araújo – São Paulo/SP

Estudante do último ano de Ciências Sociais, professora de sociologia e militante da inclusão digital e social, Zildete viu no Lab.E a chance de ampliar seus conhecimentos, aprender a se articular em rede e compartilhar com os alunos o que for aprendido no processo.

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Lab.E em São Paulo, Campinas, Brasília, Goiânia e Macaíba

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Na segunda edição do Lab.E, somos uma equipe de 8 oficineiros experimentando hackear as escolas com arte e cultura de rede, espalhados pelo Brasil: Rodolfo Hollanda, de Macaíba/RN, Luiza Helena, de Goiânia, GO, Valdir Alves Costa Filho, de Brasília, DF, Roselene dos Anjos, de Campinas – SP, Zildete Maria de Araújo, Gabriela Nardy, Carmem Munhoz e Jaqueline de Mello, São Paulo -SP.

Rubem Alves e a escola ideal

Escritor, psicanalista, seminarista, autor de cerca de 50 livros e professor emérito da Unicamp, Rubem Alves fala sobre o papel da escola e do educador.