Intervenções criativas e oficinas em todo Brasil

Estamos na 3ª edição do processo de formação do labExperimental Brasil. Belém do Pará, Juiz de Fora (Minas Gerais), São Paulo, Vitória da Conquista (interior da Bahia) e  Lagoa de Itaenga (Pernambuco) abriram inscrições para oficinas em escolas e centros culturais e já começaram as intervenções criativas.

Juiz de Fora, Minas Gerais  _  rolaram oficinas de pinhole, HQ e lambe-lambe, no dia 18 de maio, no centro cultural Dnar Rocha. Neste dia a turma formada com alunos da UFJF e artistas da cidade facilitaram oficinas para um público diverso. “As oficinas focaram na discussão sobre a poluição do Rio Paraíbuna e, como fechamento, vamos propor uma ação na Feira da ‘Avenida Brasil’, onde além de expor as produções, faremos intervenções através de ‘lambe-lambes’. O mais bacana de todo o processo foi ver como é possível fazer coisas em conjunto e mobilizar gente que quer fazer”, conta Elisiana, que é estudante de artes na UFJF e coordena o labE JF.

oficina de lambe labE JF

galera de Juiz de Fora, MG, na oficina de lambes do labE

São Paulo, SP_ Ingrid Cuestas comanda o labE em parceria com o Festival Disco Xepa, uma intervenção coletiva contra do desperdício de comida. Numa ação propositiva em prol do consumo consciente e do reaproveitamento de alimentos, duas oficinas do labE coordenadas pela Ingrid foram super produtivas: a de pílulas de vídeo e a de memes. Foram mais de 30 memes produzidos e 12 depoimentos em pílulas de vídeo. Quatro dias de festival debateram sobre novas ferramentas para a construção de uma economia sustentável e horizontal na alimentação, dos dias 14 a 17 de maio. “No último dia, no marco do Food Revolution Day, fizemos uma grande xepa e cozinhamos juntos em um ambiente de celebração, com música e apresentações artísticas, além da “Feirinha da Mudança”, conta Ingrid.

Lagoa de Itaenga, Pernambuco _ as oficinas começaram com 14 jovens da escola João Vieira Bezerra. O primeiro encontro foi para conhecer a proposta do LabE e conhecer o grupo, num exercício de reflexão sobre “quem sou eu?”, “quem somos nós?” e qual a relação da juventude com a política. “Além da roda de diálogo, a dinâmica permitiu a produção de um texto coletivo (que ainda será publicado), através de reflexões sobre questões pessoais, de convívio social e político. A ideia da intervenção é gravar mini vídeos com câmeras de bolso e outros aparelhos de gravação trazidos pela galera”, conta Romário Henrique, orientador da turma do labE em Pernambuco.

Vitória da Conquista, Bahia _ na oficina “América, que Vila é essa?“ será proposta a captura de imagens do bairro Vila América e a produção de uma narrativa colaborativa. A oficineira Izis norteará o processo de captura e organização destas imagens relacionando-os com os eixos temáticos #ocupaçãodoespaçopúblico e #modelosde organização, trabalhados nas oficinas de formação do labE.

Belém do Pará_ as mulheres do Coletivo Casa Preta se uniram com a Associação Ilê IYabá Omi – Aciyomi, Terreiro de Candomblé da nação Ketu, para inserir as atividades do labE nos 10 anos da associação. A partir de 23 de maio, serão oferecidas mini-oficinas aos sábados a tarde, de roteiro, fotografia e vídeo por celular, locução de rádio e edição de vídeo, além de cineclubes e rodas de conversa às sextas-feiras a noite, para juventude do bairro da Terra Firme. No encerramento das atividades será lançada a Rádio Portão Terra Firme, cujo mote é discutir qual espaço midiático é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia. O lançamento da Rádio Portão Terra Firme será  transmitido ao vivo pela internet no dia 14 de junho. As inscrições estão abertas.

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Durante o processo de formação, nós, oficineiros do labE, nos conectamos via internet por 8 semanas para debatermos as propostas coletivamente. L ogo mais, em junho, anunciamos o 4º edital de formação do LabE para oficineiros de todo o Brasil 🙂

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