Experimental como metodologia na escola

A metodologia de formação dos oficineiros do labE é metade digital, metade presencial. O digital fica por conta dos encontros às segundas-feiras à noite, entre nós e com convidados. Somos vários interessados em educação livre, de diferentes cidades do Brasil, e nos conectamos para debater modelos de organização, remixologia e temáticas criativas que envolvem nossa experimentação. Convidamos uma diretora de escola para conversar com a gente (já que adoramos criar laboratórios de criatividades em escolas!).

Na última segunda-feira, dia 16, às 20h, a turma 4 do labE Brasil estava pronta para se conectar virtualmente. Como não tinha skype e a rede de internet da escola não permitia o acesso à ferramenta, nossa convidada, Ana Elisa Siqueira, diretora da EMEF Desembargador Amorim Lima, se deslocou mais de 10km até o atual ponto de encontro do LabE em São Paulo, no Condomínio Cultural. Ela está a mais de 19 anos a frente da instituição que fica no Butantã, zona oeste de São Paulo. A escola é experimental e queríamos muito entender seu processo.

Um encontro presencial por skype 🙂

Ana chegou e nos conectamos por skype com o restante do grupo. A conversa foi pautada pelo longo processo que a escola passou, e ainda passa , pois segundo ela o projeto está em eterna construção. A nossa curiosidade é na experiência de uma metodologia de ensino diferente, mais humanizado e também, na relação dos professores e do sistema educacional para lidar com a cultura digital.
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#tempo diferente de aprendizado
“As crianças estão em atitudes coletivas, mas cada um no seu processo”
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A escola tem direção democrática e preocupação em formar cidadãos autônomos na busca pelo conhecimento. Seu projeto pedagógico é baseado na proposta da Escola da Ponte, em Portugal. Nele, o aluno tem poucas aulas expositivas e muito tempo dedicado à pesquisa. Cada estudante é orientado por um tutor que acompanha o seu desenvolvimento ao longo do ano. Não há provas. O método de avaliação é individualizado e o compartilhamento de informações é estimulado.
 * Jonaya, Ana e Hercules _MG_3050
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COMUNIDADE INTEGRADA

Ana, contou que ao chegar na escola encontrou uma comunidade interessada nas discussões escolares. Através do convite para as mães participarem como monitoras no recreio dos alunos, criou-se um espaço de engajamento da comunidade que se tornou extremamente atuante, criando comissões para assuntos como comunicação, alimentação, biblioteca, jardinagem, festas, entre outros. A escola passou a desenvolver diversas atividades culturais com os alunos, e linguagens como música, danças brasileiras e capoeira passaram a fazer parte do currículo.

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#trabalhar a cultura dentro da escola ajudou a trabalhar a história.

“A partir de atividades como a capoeira nós passamos a discutir a questão do negro na sociedade”

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A partir das aulas de capoeira realizadas na escola pelo grupo Grupo de Capoeira Ceaca, a escola foi premiada pelo prêmio Cultura Viva tornando-se mais um Ponto de Cultura na cidade de São Paulo, que leva o nome de Ponto de Cultura Amorim Rima – Ação Griô.
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#estudo de cultos indígenas
“não tem nada a ver com religião, tem a ver com humanidade”
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 Agradecemos imensamente a visita e participação da Ana, que é uma diretora generosa e experimental 🙂

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