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Cyberquilombo nas escolas | Multiplicando

No dia 17 de março, foi dia de conhecer, pensar e discutir cultura afrobrasileira e relações raciais no Brasil, na Escola Estadual Rui Bloem, no Bairro de Mirandópolis.

A atividade foi organizada pela professora de sociologia Sirlene Verginio, que através de exibições das vídeos aulas do labExperimental, “Música Negra e Movimento Black Power” e “Espaço Público e Memória”, conduziu rodas de conversas com os alunos após as seções dos vídeos.

Ao todo mais de 300 alunos participaram das dinâmicas que, a partir das falas apresentadas nas videoaulas, convidavam para uma reflexão acerca da participação dos negros na construção cultural dos países da diáspora negra – países além África que receberam migração forçada de negros africanos escravizados -, e sobre a importância da valorização das memórias e dos nomes dos grandes personagens negros da história do Brasil na construção de referências simbólicas que possam ocupar os imaginários de resistência negra de forma positiva.

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No dia 02 de março foi a vez da artista negra, Jô Pereira tomar a cena com as crianças da escola E.E. Brasilio Machado, escola que fica localizada no bairro da Vila Madelena e atende crianças do fundamental um. Numa ação lúdica a artista Jo Pereira narrou e interpretou com a participação dos alunos do 2º ano (7/8 anos) a história dos diversos penteados afros,  partindo das transas e adereços de um grupo de crianças de uma aldeia africana fictícia, até chegar às diversidades de penteados contemporâneos, passando pelos grandes e armados cabelos crespos que dão forma ao black power, cabelos coloridos e arrojados e cabelos crespos alisados. O desfecho foi pontuado quanto à diversidade de misturas do povo brasileiro, as diferenças mestiçagens dos negros brasileiros, e o respeito às diferenças de toda e qualquer pessoa, no que se refere à etnia, terminando com a reflexão de que o cabelo do negro ou da negra pode ser como eles quiserem desde que se sintam bem com ele e a importância do respeito às nossas diversidades.

A ação foi registrada pela Secretária Estadual de Educação. Confira no video: https://www.youtube.com/watch?v=efIocXZUd8M

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No Bairro do Rio Pequeno, a Cyberquilombola Jessica Cerqueira conduziu junto aos alunos do Cursinho Popular do Rio Pequeno, uma roda de conversa sobre memória a partir da exibição da vídeo aula do labExperimental “Espaço Público e Memória”, e depois cada participante produziu uma mapa afetivo das suas memórias familiares que constituem suas identidades.

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A arte educadora Thais Chocolate realizou uma atividade chamada Auto-Retrato, junto a mais de 60 alunos do CCA que fica localizado na periferia da zona norte, que consistia em observar-se no espelho compreender e retratar suas características, afim de identificar sua identidade negra ou origem. A partir de questionamentos sobre qual seria o melhor tom de lápis para retratar cada tipo de pelo, entre outros, Chocolate conduziu de forma sutil uma breve reflexão sobre estetica e pertencimento com os alunos. A arte educadora tem planos de realizar a mesma atividade com uma turma de adultos “pois mesmo adultos e mais conscientizados acerca das problemáticas sociais muito de nós nos encontramos nos campos de não pertencimento.”

 

Curso de Formação livre Cyberquilombo

 

As ações foram propostas como Ação de Conclusão do Curso Cyberquilombo, um laboratório de cultura digital e africanidades, destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais, no tema Africanidades.

O laboratório de 10 encontros é facilitado pela equipe do labExperimental e a cada encontro recebe um convidado para falar sobre modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema Africanidades.

 

Lei 10.639/03

Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639 , assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio. Pretendemos, a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do Cyberquilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam novas olhares sobre as histórias dos negros na nossa sociedade.

 

Videoaulas

A nossa meta para 2016 é construir uma galeria com 40 videoaulas que promovam positivamente o debate sobre direitos humanos, gênero, africanidades, relações étnico raciais e liberdade de expressão. Nossa biblioteca já conta com 9 videoaulas produzidas através dos registros dos Cursos de Formação Livre do labE: #CYBERQUILOMBO E #MULHERESNAPOLITICA

 

Inscreva-se no canal do youtube para acompanhar os lançamentos: youtube.com/labexperimentalorg

 

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