Arquivo da categoria: Sem categoria

“Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)”

Nossa oficineira e parceira, Thiane Neves, de Belém do Pará, enviou essa notícia incrível pra gente: as sementes de sua oficina no primeiro semestre de 2014 já estão dando frutos!!

Aconteceu, no último dia 23 de julho,  a 1ª reunião entre coordenação, bolsistas e voluntários do projeto “Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)” aprovado pelo Táta Kinamboji (Etétuba) na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará – UFPA – Oficial.

ile

Ao longo de 1 ano, o projeto buscará implantar no TELECENTRO-BR ACIYOMI (Terra Firme, Belém/PA) uma série de ações de formação e produção de audiovisual e comunicação comunitária digital.

A proposta de professor Arthur Leandro foi inspirada no projeto Rádio Portão Terra Firme, que ocorreu em parceria com o labExperimental, no primeiro semestre de 2014.

Muito em breve a equipe fará a divulgação das ações do projeto, que devem incluir oficinas, rodas de conversa, afro-cineclube, saídas culturais, entre outras atividades.

Alafia! E contem com a gente do labE 🙂

Reinventando a Ágora

Ocupação de espaços públicos:

o·cu·par (latim occupo, -are) verbo transitivo
1. Tomar ou estar na posse de.
2. Exercer o .controle sobre determinado espaço.

es·pa·ço (latim spatium, -ii, espaço, distância, intervalo) substantivo masculino
1. Intervalo entre limites.
2. Vão; claro; lugar vazio.

pú·bli·co (latim publicus, -a, -um) adjetivo
1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO
2. Que serve para uso de todos. = COLETIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL

publico.001

Nos atentando ao significado das palavras que compõem está frase, parece não haver conflito. Há aí uma proposição lógica. De tornar público o que é público; de preencher o que está vazio. Mas nos deparando com o conservadorismo histórico que acompanha o Brasil, onde os espaços públicos (de cargos a logradouros) são tratados como propriedade particular, “ocupar o espaço público”,que poderia ser um pleonasmo, uma redundância, se transforma em atitude política revolucionária.

Reunir-se em praças, ruas, prédios, interferir artisticamente no cotidiano local, propor projetos de ocupação a espaços ociosos são ações que apontam para uma reinvenção do modo de vida contemporâneo, marcado pelo individualismo. Essa atitude contraria a postura de medo que nos prende em nossas casas e a máxima “cada um que cuide de sua vida”. Assim, a ocupação de espaços públicos é uma ação de caráter político e caminha no sentido de propor a retomada da vida em comunidade.

Eis aí um caminho a ser pensado. Vamos reinventar a Ágora. Ágora (ἀγορά; “assembleia”, “lugar de reunião”, derivada de ἀγείρω, “reunir”)

Izis Mueller + turma 3 do labE