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Pré Inscrições Abertas CYBERQUILOMBO – SP

Fomos premiados pelo edital Vai Tec, da prefeitura de São Paulo, e estamos recebendo as inscrições para o 7º Edital de Formação de Oficineiros LabE – CyberQuilombo SP, que acontecerá em setembro, outubro e novembro de 2015.

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema “Africanidades”, em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 10 inscritos, que desenvolverão o projeto com treinamento e acompanhamento da equipe do LabE. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade QUE RESIDAM EM SÃO PAULO. O curso é gratuito!!!

http://goo.gl/forms/ZD6y5tb2JO

mais infos: http://labexperimental.org/cyberquilombo/
ou
lab@labexperimental.org

“MULHER NEGRA E FEMINISMO”, com Bergman de Paula

“Tem que ter mais troca! Temos que pensar em formas de expandir e ampliar o repertório em relação a esse debate. (…) A gente precisa cada vez mais criar formas de difusão das nossas ideias. A propaganda revolucionária tem que ser um dos nos nossos motes”, Bergman de Paula.

“MULHER NEGRA E FEMINISMO” é a vídeo-oficina online de Bergman de Paula, historiadora e integrante do Grupo Kilombagem, que realizou uma oficina no curso CyberQuilombo, Formação Online de Oficineiros LabE, que remixa africanidades com cultura digital.

Nos primeiros minutos do video, Bergman narra o depoimento da escrava Tibuba, do livro “Eu Tituba, Feiticeira Negra de Salem”, da escritora Maryse Condé. “Em detrimento de ter os seus filhos e de criar sua unidade familiar, elas cuidavam da unidade familiar de seus senhores. (…) na pós-abolição esses antagonismos vão se acentuando de uma outra forma (…) mesmo depois de libertas, essas mulheres continuam como serviçais, porém agora elas não são mais as escravas domésticas, elas são as empregadas, as trabalhadoras domésticas”, analisa Bergman.

vídeo:

CYBERQUILOMBO

>>Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03

Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos,  a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Dentro das discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material dos professores para abordarem o assunto de maneira teórica e prática sem reproduzir os preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Partindo dessa informação, pretendemos através das vídeo-oficinas a partir da documentação das falas dos palestrantes convidados contribuir com processo de criação de conteúdo sobre a temática afro, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos em geral.

O LabExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: modelos de organização, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2015, produzimos 5 edições do curso de formação online.

mais infos: http://labexperimental.org/cyberquilombo/

Roda de conversa nas Fábricas de Cultura

A temática da conversa era “A Internet como um espaço livre para o aprendizado”. No roteiro do batepapo, passamos pela história da internet, marco civil, LAI, crowdfunding, mídia livre, remixologia e, claro, o facebook ( o facebook é o site mais citado pelos jovens, com 71,9% de aparição nas respostas da Pesquisa Brasileira de Mídia 2014, do Observatório da Imprensa).

Internet como espaço livre_rodadeconversa19_05_2015 (30)

O facebook ocupa a maior parte do tempo digital dos adolescentes, sabemos pela pesquisa e na prática.  Mas a diversidade de assuntos e a dinâmica de produção de conteúdo dessa rede social pode ser um aliado ao aprendizado? Pode. Depende do que você está produzindo e consumindo de conteúdo. Outro fator importante é se conectar aos jovens, compartilhando outras referências de aprendizado, como por exemplo o portal nobelprize.org/educational, ted.org e outros.

Mas como juntar biblioteca (de livro de papel) com cultura digital? Saímos da roda com essa pergunta na cabeça!

Foram 5 conversas nas Fábricas de Cultura: Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã, Capão Redondo e Jd. São Luis, fábricas orientadas pela Poiesis. As conversas aconteceram dentro da programação das bibliotecas, onde também tem um laboratório digital.

Em três momentos, educadores me questionaram: como fazer com que os alunos não apenas copiem e colem do google o trabalho escolar? Como motivar o estudo, a análise e a reflexão na era CtrlC CtrlV? E voltem a usar (também) livros para pesquisa?

Ficamos bastante motivados pelo desafio: construir uma metodologia para oficinas que remixem a pesquisa na Internet com os conteúdos nos livros não-digitais!

 

 

 

A INTERNET COMO ESPAÇO LIVRE PARA O APRENDIZADO

< roda de conversa >

A internet é um campo experimental cheio de novidades e perigos!
Para entender a potencialidade dessa rede, conversaremos sobre remixologia, crowdfunding, cultura hacker e muito mais! As rodas de conversa serão nas Fábricas de Cultura. Atividade gratuita, sempre as 18 horas.

// dia 06 de maio, quarta-feira, na fábrica de cultura Vila Nova Cachoeirinha
// dia 12 de maio, terça-feira, na fábrica de cultura Brasilândia
// dia 13 de maio, quarta-feira, na fábrica de cultura Capão Redondo
// dia 19 de maio, terça-feira, na fábrica de cultura Jaçanã
// dia 20 de maio, quarta-feira, na fábrica de cultura Jardim São Luís

Rolê Guiado

Ocupação do espaço público, cultura digital, laboratório audiovisual e valorização da memória local. Faça um remix com tudo isso e… tãn-dãn, você terá o Projeto Rolê Guiado, o mais novo projeto do LabExperimental em parceria com o Coletivo Studio Luzia e com a Escola Amorim Lima.

O Projeto Rolê Guiado é um laboratório de audiovisual e formação livre em remixologia e ocupação de espaço público. O laboratório será realizado através de oficinas de fotografia com aparelhos celulares,  tratamento de foto utilizando software livre; rolês fotográficos guiados por áudio, “mapeamento foto-afetivo” de pontos e personagens históricos do bairro, e intervenções visuais na Praça Elis Regina.

As Oficinas

Usaremos o software livre GIMP para as edições de imagem nas oficinas, incentivando a cultura hacker por meio da apropriação de ferramentas livres e autonomia.

O Rolê

Através de um mapeamento prévio dos pontos e personagens históricos do bairro, será produzido um audio que servirá de guia para os “rolês fotográficos”. O audio indicará aos participantes os caminhos a serem percorridos e os locais a serem fotografados, além de narrar a importância e a história do ponto escolhido. Todas as fotos irão alimentar um mapa e uma galeria virtual, pronta a buscar (via hashtag), a memória histórica e o mapeamento afetivo local.

Intervenção Artistico Visual na Praça 

Finalizando e fechando o projeto, todo o material desenvolvido e que já estará em rede será exibido na Praça Elis Regina, utilizando tecnologias como VideoMapping e projeções, tornando todo o espaço ocupado pelas imagens do próprio bairro. A ideia é transformar a praça numa grande galeria a céu aberto, tudo que foi registrado durante o Rolê Guiado, enaltecendo a comunidade local em uma grande intervenção visual coletiva.

As oficinas acontecerão na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima que, a partir das atividades culturais oferecidas em seu espaço, chegou a ganhar o Prêmio Cultura Viva, tornando-se mais um ponto de cultura na cidade de São Paulo, e também reconhecida pelo seu modelo pedagógico e por suas “salas sem parede”, baseado na Escola da Ponte de Portugal.

Aprovado no Edital Redes e Ruas, o Projeto Rolê Guiado iniciará suas atividades em fevereiro, quando abrirá chamada pública para inscrição nas oficinas. No caso de esgotamento das vagas será dada preferencia aos alunos da escola.

Oficina Hackerativismo no Sesc Pompéia

Mini curso de hackerativismo no Sesc Pompeia
dias 20, 22, 27 e 29 de janeiro
das 19 as 22h
inscrições nos dias das oficinas

* debate sobre cultura digital e dados abertos, cultura hacker, conceitos e técnicas de recolhimento e visualização de dados em conjunto com os participantes da oficina, a fim de que eles se apropriem dos processos criados e os utilizem, de forma autônoma, para coletar, produzir e disseminar informações estratégicas que abordem temáticas de direitos humanos.

Orientação: Jonaya de Castro e Patricia Cornils.
http://www.sescsp.org.br/aulas/51126_HACKERATIVISMOhackeativismo1

Sarau pela internet remixa São Paulo e Ceilândia

Foram três dias de oficina, no espaço Jovem de Expressão, na Ceilândia, Distrito Federal, para passarmos pela metodologia de produção cultural e comunicação do labE (#Ocupação de Espaço Público #Modelos de Organização  #Mídia Livre  #Remixologia). E em três dias organizamos uma intervenção urbana, o SARAU CONEXÃO CEI – SP #SarauCeiSP

A ideia foi juntar presencialmente e pela internet artistas e poetas de São Paulo e Ceilância para um sarau remix em praça pública. O sarau estava marcado para começar às 10h, e a equipe se encontrou às 8h para montar os equipamentos e fazer todos os testes necessários. Fizemos uma vaquinha para comprar alimentos para tomarmos café da manhã juntos. Essa atividade era mais uma oportunidade de aproximar mais a galera, além de já ir colocando a equipe em sintonia.

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galera que participou das oficinas do labE na Ceilândia e produziu o Sarau Conexão CEI-SP

Todos os equipamentos (tv, caixa de som, mesa, cabos e microfone) foram emprestados pelo espaço Jovem de Expressão. O mestre de cerimônia do dia foi o Mc Nenzim, artista que faz trabalhos com rap e tem seu trabalho reconhecido pela comunidade. O evento intercalou participações dos artistas locais, com intervenções de artistas convidados diretamente de SP que aconteceram via skype. As intervenções dos paulistas ficaram por conta da atriz Roberta Estrela Dalva, do cantor e compositor Wesley Nóog, do poeta Duguetto Shabazz e dos rappers Tiago Onidaru e Issa Paz do Grupo Rimologia.

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“É a primeira vez que eu vou pra Brasilia”, Tiago Onidaru – rapper paulista que participou do Sarau via Skype

“O LabE foi uma atividade extremamente rica e proveitosa para mim. Os tópicos abordados são de muita importante nos dias atuais, principalmente no que se refere a mídia livre e ocupação de espaço público. Nossa cidade é cheia de manifestações culturais e o LabE nos auxiliou, de certa forma, a entender como realizar a organização e gestão dessas manifestações de uma forma simples e eficiente. Nos últimos dias colocamos boa parte dos conhecimentos adquiridos em prática na realização de um sarau maravilhoso. Fico na esperança do retorno de tais oficinas para minha comunidade”, comenta Gustavo Azevedo, participante da oficina.

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Problemas de conexão com a internet e na transmissão dos vídeos eram nossas principais preocupações, mas felizmente todas as participações via skype ocorreram perfeitamente!

A estimativa é que durante as três horas de sarau mais de 60 pessoas transitaram pelo evento, alcançando um público médio de 40 por hora. As pessoas mais tímidas que não queriam apresentar seus poemas penduravam-nos no varal para que alguém lesse no palco, durante o sarau.

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Veja tb o vídeo e tãn-dãn.. uma semana depois da intervenção produzida através das oficinas do LabE a galerinha do espaço Jovem de Expressão já organizou um sarau em um bar na comunidade.

Experimental como metodologia na escola

A metodologia de formação dos oficineiros do labE é metade digital, metade presencial. O digital fica por conta dos encontros às segundas-feiras à noite, entre nós e com convidados. Somos vários interessados em educação livre, de diferentes cidades do Brasil, e nos conectamos para debater modelos de organização, remixologia e temáticas criativas que envolvem nossa experimentação. Convidamos uma diretora de escola para conversar com a gente (já que adoramos criar laboratórios de criatividades em escolas!).

Na última segunda-feira, dia 16, às 20h, a turma 4 do labE Brasil estava pronta para se conectar virtualmente. Como não tinha skype e a rede de internet da escola não permitia o acesso à ferramenta, nossa convidada, Ana Elisa Siqueira, diretora da EMEF Desembargador Amorim Lima, se deslocou mais de 10km até o atual ponto de encontro do LabE em São Paulo, no Condomínio Cultural. Ela está a mais de 19 anos a frente da instituição que fica no Butantã, zona oeste de São Paulo. A escola é experimental e queríamos muito entender seu processo.

Um encontro presencial por skype 🙂

Ana chegou e nos conectamos por skype com o restante do grupo. A conversa foi pautada pelo longo processo que a escola passou, e ainda passa , pois segundo ela o projeto está em eterna construção. A nossa curiosidade é na experiência de uma metodologia de ensino diferente, mais humanizado e também, na relação dos professores e do sistema educacional para lidar com a cultura digital.
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#tempo diferente de aprendizado
“As crianças estão em atitudes coletivas, mas cada um no seu processo”
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A escola tem direção democrática e preocupação em formar cidadãos autônomos na busca pelo conhecimento. Seu projeto pedagógico é baseado na proposta da Escola da Ponte, em Portugal. Nele, o aluno tem poucas aulas expositivas e muito tempo dedicado à pesquisa. Cada estudante é orientado por um tutor que acompanha o seu desenvolvimento ao longo do ano. Não há provas. O método de avaliação é individualizado e o compartilhamento de informações é estimulado.
 * Jonaya, Ana e Hercules _MG_3050
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COMUNIDADE INTEGRADA

Ana, contou que ao chegar na escola encontrou uma comunidade interessada nas discussões escolares. Através do convite para as mães participarem como monitoras no recreio dos alunos, criou-se um espaço de engajamento da comunidade que se tornou extremamente atuante, criando comissões para assuntos como comunicação, alimentação, biblioteca, jardinagem, festas, entre outros. A escola passou a desenvolver diversas atividades culturais com os alunos, e linguagens como música, danças brasileiras e capoeira passaram a fazer parte do currículo.

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#trabalhar a cultura dentro da escola ajudou a trabalhar a história.

“A partir de atividades como a capoeira nós passamos a discutir a questão do negro na sociedade”

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A partir das aulas de capoeira realizadas na escola pelo grupo Grupo de Capoeira Ceaca, a escola foi premiada pelo prêmio Cultura Viva tornando-se mais um Ponto de Cultura na cidade de São Paulo, que leva o nome de Ponto de Cultura Amorim Rima – Ação Griô.
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#estudo de cultos indígenas
“não tem nada a ver com religião, tem a ver com humanidade”
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 Agradecemos imensamente a visita e participação da Ana, que é uma diretora generosa e experimental 🙂

A teoria da batata quente

“Se você tiver um grupo para passar a batata, sua mão não queimará, e ainda dá pra dividir a batata depois :)”

Ler ouvindo isso aqui ó

A roda está formada! Todo mundo quer brincar, mas diferente da brincadeira tradicional, o objetivo não é passar a batata, mas sim que cada um segure um pouquinho a batata colaborativa. Esse é o modelo de organização que o labE propõe  para a formação dos laboratórios criativos de intervenção (nas escolas).

Definição – Colaborar: Trabalhar com uma ou muitas pessoas numa obra; cooperar;

Estar junto, confiar, engajar são verbos que moldam e fazem parte do processo de construção de um modelo participativo de organização. Incentivar a livre construção do conhecimento, motivar e construir ideias que sejam coletivas e desemboquem numa ação.

Prá valorizarmos nossas propostas e ativar a inteligência coletiva da comunidade, que outros modelos de organização podemos construir? Ou quais modelos mais interessantes podemos remixar?

Durante o processo de interação entre membros do labE, vamos aos poucos criando vínculos de ideias e pesquisas. Num ambiente de provocação e de conversação, toda segunda a noite, cada participante se propõe a pegar a batata quente na mão, e repassar o tubérculo. A medida em que se compartilha, a potato vai ficando mais leve.

A proposta é um descondicionamento do formato ensino-aprendizagem e um rolê de troca de experiências #crowdcooking #openKitchen #feverpotatos

#confiança #construção livre do conhecimento #desapego #provocações #representação #engajamento #apropriação da ação #colaborativa #ideia #modelo #organização

Texto colaborativo de Hércules Laino, Larissa Santiago,Thiago D’Angelo, Jonaya de Castro, Janis Goldbard, Chiquim Candido, Lorena de Lima e Simone Dornelles, numa segunda-feira a noite, do Acre a Porto Alegre.