Arquivo da categoria: intervenção

Nosotrxs

// o Nosotrxs é uma pesquisa sobre identidade cultural na América Latina, organizada pelo LabE.

// a ideia é reconhecer elementos que nos levam a uma integração cultural, para a ancestralidade e para o futuro, através da produção de artistas ativistas contemporâneos de todas as expressões (artes visuais, dança, música, teatro, outros) da América Latina.

// nessa primeira fase, que vai de hoje até novembro de 2014, o objetivo é que pelo menos 3 pessoas de cada país da América Latina respondam o questionário a seguir:
http://goo.gl/NiWhA5

// enviem aos amigos dos países hermanos e respondam o questionário, para participar do processo

// mais infos pelo email nosotrxs@labexperimental.org

// arte grafite cedida gentilmente pelo artista latinoamericano Cranio :))

// nosotrxs

Os muitos mapas de público da Virada Cultural

Na última Virada Cultural,  produzimos a intervenção < Mapa de Público >

Nessa sequência de imagens, dá para acompanhar o fluxo dos pontos e trajetos das pessoas que interagiram com o app Mapa de Público, ou encontraram algum dos monitores que circularam pela Virada.

A sensação foi de conseguir “fazer um selfie” de uma multidão, e ela se mostrou linda e tangível num momento de festa”, Demétrio Portugal, integrante do Mapa de Público.

“A “foto/mapa” nessa intervenção, não veio de encontro com uma análise estatística do público, mas uma proposta interativa,  experimental e em dados abertos”, Jonaya de Castro, integrante do Mapa de Público.

 O Mapa de Público o processo foi de P2P, um-pra-um, que aos poucos, ao longo das horas e dos minutos foram traçando um caminho abstrato pelos palcos da Virada Cultural , bem como pontuando suas respectivas origens globais”, Felipe Brait, integrante do Mapa de Público.

Em breve, publicaremos os dados abertos e o código do app.

 

Intervenções criativas e oficinas em todo Brasil

Estamos na 3ª edição do processo de formação do labExperimental Brasil. Belém do Pará, Juiz de Fora (Minas Gerais), São Paulo, Vitória da Conquista (interior da Bahia) e  Lagoa de Itaenga (Pernambuco) abriram inscrições para oficinas em escolas e centros culturais e já começaram as intervenções criativas.

Juiz de Fora, Minas Gerais  _  rolaram oficinas de pinhole, HQ e lambe-lambe, no dia 18 de maio, no centro cultural Dnar Rocha. Neste dia a turma formada com alunos da UFJF e artistas da cidade facilitaram oficinas para um público diverso. “As oficinas focaram na discussão sobre a poluição do Rio Paraíbuna e, como fechamento, vamos propor uma ação na Feira da ‘Avenida Brasil’, onde além de expor as produções, faremos intervenções através de ‘lambe-lambes’. O mais bacana de todo o processo foi ver como é possível fazer coisas em conjunto e mobilizar gente que quer fazer”, conta Elisiana, que é estudante de artes na UFJF e coordena o labE JF.

oficina de lambe labE JF

galera de Juiz de Fora, MG, na oficina de lambes do labE

São Paulo, SP_ Ingrid Cuestas comanda o labE em parceria com o Festival Disco Xepa, uma intervenção coletiva contra do desperdício de comida. Numa ação propositiva em prol do consumo consciente e do reaproveitamento de alimentos, duas oficinas do labE coordenadas pela Ingrid foram super produtivas: a de pílulas de vídeo e a de memes. Foram mais de 30 memes produzidos e 12 depoimentos em pílulas de vídeo. Quatro dias de festival debateram sobre novas ferramentas para a construção de uma economia sustentável e horizontal na alimentação, dos dias 14 a 17 de maio. “No último dia, no marco do Food Revolution Day, fizemos uma grande xepa e cozinhamos juntos em um ambiente de celebração, com música e apresentações artísticas, além da “Feirinha da Mudança”, conta Ingrid.

Lagoa de Itaenga, Pernambuco _ as oficinas começaram com 14 jovens da escola João Vieira Bezerra. O primeiro encontro foi para conhecer a proposta do LabE e conhecer o grupo, num exercício de reflexão sobre “quem sou eu?”, “quem somos nós?” e qual a relação da juventude com a política. “Além da roda de diálogo, a dinâmica permitiu a produção de um texto coletivo (que ainda será publicado), através de reflexões sobre questões pessoais, de convívio social e político. A ideia da intervenção é gravar mini vídeos com câmeras de bolso e outros aparelhos de gravação trazidos pela galera”, conta Romário Henrique, orientador da turma do labE em Pernambuco.

Vitória da Conquista, Bahia _ na oficina “América, que Vila é essa?“ será proposta a captura de imagens do bairro Vila América e a produção de uma narrativa colaborativa. A oficineira Izis norteará o processo de captura e organização destas imagens relacionando-os com os eixos temáticos #ocupaçãodoespaçopúblico e #modelosde organização, trabalhados nas oficinas de formação do labE.

Belém do Pará_ as mulheres do Coletivo Casa Preta se uniram com a Associação Ilê IYabá Omi – Aciyomi, Terreiro de Candomblé da nação Ketu, para inserir as atividades do labE nos 10 anos da associação. A partir de 23 de maio, serão oferecidas mini-oficinas aos sábados a tarde, de roteiro, fotografia e vídeo por celular, locução de rádio e edição de vídeo, além de cineclubes e rodas de conversa às sextas-feiras a noite, para juventude do bairro da Terra Firme. No encerramento das atividades será lançada a Rádio Portão Terra Firme, cujo mote é discutir qual espaço midiático é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia. O lançamento da Rádio Portão Terra Firme será  transmitido ao vivo pela internet no dia 14 de junho. As inscrições estão abertas.

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Durante o processo de formação, nós, oficineiros do labE, nos conectamos via internet por 8 semanas para debatermos as propostas coletivamente. L ogo mais, em junho, anunciamos o 4º edital de formação do LabE para oficineiros de todo o Brasil 🙂

Mapa de Público

Uma intervenção de arte e tecnologia

Estamos produzindo a intervenção Mapa de Público na Virada Cultural 10 anos, a se realizar nos dias 17 e 18 de maio. Os temas que norteiam a ação são a visualização de dados e o fluxo de público.

A Intervenção começará envolvendo um grupo de mais de 80 pessoas entre artistas, programadores, produtores e colaboradores, e tem o objetivo de trazer uma visão criativa e inesperada sobre as discussões entre liberdade, privacidade e segurança no mundo virtual.

A ação experimental será gerar um mapa artístico ao vivo a partir da interação do público via um aplicativo chamado – Mapa de Público. O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de app e, também haverá uma equipe de 50 colaboradores com tablets interagindo com o público diretamente do Vale do Anhangabaú e circulando pela Virada.

Na contra mão da concessão, Belém ganha rádio portãooooo

No capítulo 1 da constituição brasileira de 1988, art. 5º, inciso IX, consta que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Entretanto, a quem é garantido esse direito de fato?

E qual espaço é garantido à juventude negra e pobre na Amazônia?

O Brasil (como algumas dezenas de países, especialmente os latino-americanos) é o reino das concessões políticas para veículos de comunicação privados, que não garantem o acesso livre aos seus espaços. Estes são privatizados e o acesso é extremamente fechado, são poucas as vozes presentes e para comunicar é necessário autorização.

Na contra mão dessa mídia hegemônica e corporativa, várias ações surgiram em nossa recente história para criar espaços de livre manifestação política, ideológica, cultural, popular, artística. O aumento do acesso à internet tem contribuído em alguma medida para potencializar a produção de conteudo midiatico e sua difusão .

Os blogs, as redes e as mídias sociais, tem se consolidado como espaços que podem garantir o que a constituição não dá conta: o direito constitucional à livre manifestação. Neles podemos encontrar múltiplas territorialidades e múltiplas vozes que nos dão a real dimensão da nossa polifonia e pluralidade, ainda que não sejam ambientes livres da censura e que muitos sejam criminalizados pelas grandes redes de comunicação.

Em Belém temos alguns bons exercícios, porém a mídia livre, aberta, disponível, também precisa ser protagonizada pela juventude negra e pobre da Amazônia. Seja na ambiência online ou offline, é preciso criar essas mediações. A juventude da periferia amazônica não é atendida pelos veículos tradicionais, ela não ouve sua voz ecoar, nem suas necessidades. E essa juventude é extremamente diversa e plural. Precisamos ir além do convencional.

Buscando contribuir com essa pluralidade e polifonia é que, por meio da formação do LabExperimental, colocaremos “no ar” a Rádio Portão na rua da Olaria, no bairro da Terra Firme, aqui na capital paraense. Ela não precisa de concessão. Não precisa de autorização.
Nosso objetivo é experimentar com esses jovens um exercício de mídia livre, em que as vozes serão as deles, com suas visões, limitações, conquistas, amadurecimento e crescimento, para que compreendam que sua liberdade não deve ser cerceada em nenhum campo social.

texto de Thica Neves Barros e turma do labE (quem tava 🙂

Mapa de Público

Uma intervenção de arte e tecnologia

Vamos produzir uma intervenção artística na Virada Cultural 10 anos, a se realizar nos dias 17 e 18 de maio. Os temas que norteiam a ação são a visualização de dados e o fluxo de público.

A intervenção começará envolvendo um grupo de mais de 80 pessoas entre artistas, programadores, produtores e colaboradores, e tem o objetivo de trazer uma visão criativa e inesperada sobre as discussões entre liberdade, privacidade e segurança no mundo virtual.

A ação experimental se dará na produção de um mapa artístico ao vivo a partir da interação do público via um aplicativo chamado Mapa de Público. O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de app e também haverá uma equipe de 50 colaboradores com tablets interagindo com o público diretamente do Vale do Anhangabaú e circulando pela Virada.

A partir do aplicativo a pessoa diz de que bairro veio e, com um clique, começa a marcar no mapa seu trajeto partida e chegada.. Se continuar a fazer o checkin pelo centro da cidade de São Paulo, formará uma seqüência de pontos do seu percurso. A ideia é que qualquer pessoa possa se cadastrar e participar da intervenção sem precisar confirmar quem é. Hoje em dia, uma simples existência anônima ativa na internet, já é algo bastante questionador.

Saiba mais aqui
http://labexperimental.org/mapa-de-publico/

Estudo Livre – Ocupação Cine Art Palácio

Este estudo é resultado da nossa intervenção criativa de 10 dias no Cine Art Palácio em novembro de 2013.

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Realizamos uma ação de mapeamento do universo afetivo e imaginário do público durante a Ocupação SCREEN naquele cinema. Chamamos o estudo livre de “Aberto para Reformas”, convidando todos a um novo olhar sobre ocupação do espaço público.

Mapeamento Criativo

Procuramos gente fina, elegante e sincera em Sampa. Inscrições abertas: goo.gl/IDv4o2

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O mapeamento será provavelmente durante a Virada Cultural da Cidade de São Paulo, nos dias 17 e 18 de maio. Serão duas equipes contemplando o público das 18 as 6h da manhã. Estamos desenvolvendo um app EXPERIMENTAL para isso. Teremos um dia de treinamento e formação para realizar (provavelmente 4 horas de encontro). A ideia é partir dos 4 eixos do LabE para desenvolver o experimento. Mais infos pelo lab@labexperimental.org

Conexão Cairo <> São Paulo <> conversa aberta

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O LabE recebe no dia 28 de janeiro o artista egípcio Shady El Noshokaty, criador da Fundação ASCII de Arte Contemporânea e polêmico curador na Bienal de Veneza em 2011, ano estopim da primavera árabe , para uma conversa aberta sobre Arte, Política e a Primavera Árabe Hoje.

Em junho de 2013, a Fundação para ASCII Art Educação Contemporânea abriu as suas portas no bairro de Ard el Lewa na periferia da cidade do Cairo. Fundada pelo artista e educador Shady El Noshokaty, a instituição é estruturada em um tripé composto por um núcleo educativo, com cursos e oficinas; uma biblioteca com livros e recursos da coleção pessoal de El Noshokaty; e um laboratório OpenSource (código aberto) baseado em tecnologia de reciclagem de arte e novas mídias compondo um centro de pesquisa.

El Noshokaty, além de ser uma figura central na educação artística no Egito, possui uma sólida carreira como artista, responsável inclusive pela curadoria do Pavilhão egípcio na Bienal de Veneza em 2011, o ano estopim da primavera árabe e queda do ditador Mubarak. Naquela bienal, ele assumiu uma postura bastante contestadora e ocupou o pavilhão com a obra “30 Dias Correndo Sem Sair do Lugar” do expoente Ahmed Bassiouny, um artista pioneiro assassinado por um franco atirador durante as demonstrações na praça Tahrir quatro meses antes.
Inicialmente idealizado em parceria com Ahmed Bassiouny, amigo pessoal e parceiro, a Fundação ASCII de Arte Contempotânea propõe um ambiente também de articulação para criação de grupos artísticos e até organizações, como é a experiência do artista Mohammed Allam que, a partir do contato com a Fundação se juntou ao colega Dia Hamed e criaram uma nova instituição para promover jovens artistas a partir do coletivo Medrar.

O  papel de professor e articulador de El Noshokaty tem respaldo numa trajetória artística com exibições coletivas e individuais ao redor do mundo como o Museu Mori Art, em Tóquio; na Tate Modern e na Hayward Galleries, em Londres; no Museu Kunst, em Bonn; na Arte Contemporânea Parotta, em Stuttgart; no Centro Pompidou em Paris, entre muitos outros.
E na sua trajetória como educador, tem o título de doutor em Educação Artística pela Universidade de Helwan, é professor associado convidado pela Universidade Americana do Cairo. Desde 2000 realiza o “Media Art Workshop” na Universidade de Helwan que agora se desdobra em atividades também na ASCII Foundation of Contemporary Art.Já amadurecido, o “Media Art Workshop” incorpora todo o conceito de educação artística como ferramenta para capacitar jovens egípcios a nível global. O workshop explora práticas em suportes (mídia) e linguagens que ainda são muito novas para as instituições acadêmicas do Egito, seja na fotografia, vídeo, arte, som ou artes gráficas. “Inicialmente a idéia era começar com esse curso e expandir até permear diversos segmentos da academia, mas depois de 12 anos dentro de uma universidade percebemos que era melhor criarmos o nosso próprio espaço para expansão desse projeto”, comenta El Noshokaty.
Hoje a Fundação ASCII promove em torno de 5 a 7 cursos, que estão crescendo a cada ano. Vinculado a esta proposta de qualificação da produção artística do Egito, está também em projeto a criação de uma revista de Art Media escrita em árabe, com o objetivo de tornar mais acessível a comunidade artística o que existe de mais novo no campo de inovação de linguagem, tecnologia entre diversos outros temas.Segundo El Noshokaty, “Estamos testemunhando agora uma nova dimensão na história da arte egípcia , quando a arte torna-se sobre a pesquisa, documentação e arquivamento” , diz ele . “Arte não é sobre uma pintura agradável de criar para vender mais. A arte é tudo sobre a produção e transformação.”Texto adaptado para o português por:
Demétrio Portugal em Janeiro de 2014Texto original por:
Elisabeth Jaquette e Yasmine Allam, em 05 de novembro de 2013.
http://cairoartblog.com/introducing-ascii-foundation-for-contemporary-art/

Serviço:
. inscrições gratuitas: http://goo.gl/1FuBEl
. data: 28 de janeiro de 2014 – 19h
. local: a confirmar dia 26 de janeiro (SP)
. organizadores: Demétrio Portugal e Jonaya de Castro
. participação confirmada: Maximo Canevacci
. colaboração: Instituto de Cultura Árabe