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Mapa de Público

Uma intervenção de arte e tecnologia

Vamos produzir uma intervenção artística na Virada Cultural 10 anos, a se realizar nos dias 17 e 18 de maio. Os temas que norteiam a ação são a visualização de dados e o fluxo de público.

A intervenção começará envolvendo um grupo de mais de 80 pessoas entre artistas, programadores, produtores e colaboradores, e tem o objetivo de trazer uma visão criativa e inesperada sobre as discussões entre liberdade, privacidade e segurança no mundo virtual.

A ação experimental se dará na produção de um mapa artístico ao vivo a partir da interação do público via um aplicativo chamado Mapa de Público. O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de app e também haverá uma equipe de 50 colaboradores com tablets interagindo com o público diretamente do Vale do Anhangabaú e circulando pela Virada.

A partir do aplicativo a pessoa diz de que bairro veio e, com um clique, começa a marcar no mapa seu trajeto partida e chegada.. Se continuar a fazer o checkin pelo centro da cidade de São Paulo, formará uma seqüência de pontos do seu percurso. A ideia é que qualquer pessoa possa se cadastrar e participar da intervenção sem precisar confirmar quem é. Hoje em dia, uma simples existência anônima ativa na internet, já é algo bastante questionador.

Saiba mais aqui
http://labexperimental.org/mapa-de-publico/

Reinventando a Ágora

Ocupação de espaços públicos:

o·cu·par (latim occupo, -are) verbo transitivo
1. Tomar ou estar na posse de.
2. Exercer o .controle sobre determinado espaço.

es·pa·ço (latim spatium, -ii, espaço, distância, intervalo) substantivo masculino
1. Intervalo entre limites.
2. Vão; claro; lugar vazio.

pú·bli·co (latim publicus, -a, -um) adjetivo
1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO
2. Que serve para uso de todos. = COLETIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL

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Nos atentando ao significado das palavras que compõem está frase, parece não haver conflito. Há aí uma proposição lógica. De tornar público o que é público; de preencher o que está vazio. Mas nos deparando com o conservadorismo histórico que acompanha o Brasil, onde os espaços públicos (de cargos a logradouros) são tratados como propriedade particular, “ocupar o espaço público”,que poderia ser um pleonasmo, uma redundância, se transforma em atitude política revolucionária.

Reunir-se em praças, ruas, prédios, interferir artisticamente no cotidiano local, propor projetos de ocupação a espaços ociosos são ações que apontam para uma reinvenção do modo de vida contemporâneo, marcado pelo individualismo. Essa atitude contraria a postura de medo que nos prende em nossas casas e a máxima “cada um que cuide de sua vida”. Assim, a ocupação de espaços públicos é uma ação de caráter político e caminha no sentido de propor a retomada da vida em comunidade.

Eis aí um caminho a ser pensado. Vamos reinventar a Ágora. Ágora (ἀγορά; “assembleia”, “lugar de reunião”, derivada de ἀγείρω, “reunir”)

Izis Mueller + turma 3 do labE

Mapa afetivo no Prototype Festival

Participamos do Prototype Festival com o Mapa Afetivo Krono Kairós.
“Os gregos antigos possuíam duas palavras para a moderna noção de “tempo”: chronos e kairos. Enquanto a primeira era usada no contexto de tempo cronológico, sequencial e linear, ao tempo existencial os gregos denominavam Kairos e acreditavam nele para enfrentar o cruel e tirano Chronos. Enquanto o primeiro é de natureza quantitativa, Kairos possui natureza qualitativa”

Mais fotos na nossa página do facebook

Krono Kairos * Mapa Criativo de Distância Afetiva

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http://prototype-festival.com.br/mapa-afetivo/

O LabE vai participar do Prototype Festival, dias 12 e 13 de Abril, na Praça Vitor Civita, zona oeste de São Paulo. Serão duas ações, o Mapa Krono Kairos – Oficina de Mapeamento Criativo de Distância Afetiva, que é uma oficina mão na massa, onde os participantes terão vários materiais disponíveis como pincéis, tesouras, tinta guache, canetas hidrográficas, fita adesiva colorida enfim, material para construção desse mapa colaborativo.

A outra ação é de mobilização e criação de um mapa virtual no MootiroMaps.org, mostrando onde estão localizados recursos e organizações do entorno.

Serviço:
12 e 13 de abril de 2014
11h às 17h
prédio 2º andar
Praça Victor Civita
Gratuito

Estudo Livre – Ocupação Cine Art Palácio

Este estudo é resultado da nossa intervenção criativa de 10 dias no Cine Art Palácio em novembro de 2013.

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Realizamos uma ação de mapeamento do universo afetivo e imaginário do público durante a Ocupação SCREEN naquele cinema. Chamamos o estudo livre de “Aberto para Reformas”, convidando todos a um novo olhar sobre ocupação do espaço público.

Mapeamento Criativo

Procuramos gente fina, elegante e sincera em Sampa. Inscrições abertas: goo.gl/IDv4o2

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O mapeamento será provavelmente durante a Virada Cultural da Cidade de São Paulo, nos dias 17 e 18 de maio. Serão duas equipes contemplando o público das 18 as 6h da manhã. Estamos desenvolvendo um app EXPERIMENTAL para isso. Teremos um dia de treinamento e formação para realizar (provavelmente 4 horas de encontro). A ideia é partir dos 4 eixos do LabE para desenvolver o experimento. Mais infos pelo lab@labexperimental.org

Selecionados da 3º edição

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Bem-vindos integrantes da 3º turma do LabExperimental. Nos encontraremos virtualmente todas as segundas-feiras, as 20h. Somos de Fortaleza, Ceará * Salvador, Bahia * Osasco, SP * Juiz de Fora, Minas Gerais * Lagoa de Itaenga, Pernambuco * Belém, Pará * São Luis do Maranhão * Petrópolis, Rio de Janeiro * Brasília, DF * São Paulo, SP *

47 cidades do Brasil

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As inscrições para o 3º Edital de Formação de Oficineiros do Lab.E, encerraram na ultima sexta-feira (28). Foram mais de 120 inscrições, de 47 cidades distintas do Brasil inteiro. O objetivo é formar uma turma com oficineiros de cidades diferentes, pois a troca de experiência entre tantas realidades enriquece as discussões e potencializa os aprendizados. Serão selecionados apenas 12 inscritos, e estamos muito felizes em ver tantas pessoas com bagagens e linhas de atuação diversas interessadas em transformar realidades através da arte e da tecnologia.

3º edital labExperimental aberto!

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De 10/02/14 a 28/02/14 receberemos as inscrições do 3º Edital de Formação LabE – Laboratório Experimental de Criatividade.

O processo tem como principal objetivo experimentar a formação de oficineiros através de encontros digitais, presenciais e através da experiência empírica.

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 12 inscritos, que desenvolverão o projeto com treinamento e acompanhamento da equipe idealizadora do projeto. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade de qualquer cidade do Brasil.

Metodologia:

Livre-discussão:
– 8 encontros (uma vez por semana) de formação à distância (internet).

Livre-prática:
– 6 oficinas de construção de intervenção na escola/centro cultural articulado na região do oficineiro.
– 6 horas de ação cultural com os alunos na escola/centro cultural articulado na região do oficineiro.

A seleção se dará em 3 etapas que iniciarão a partir do dia seguinte ao término das inscrições até 14 de março, data de divulgação do resultado. As etapas consistem na análise técnica da inscrição, oficina de pré-seleção (selecionará 30 candidatos), e a semana de avaliação baseada nos critérios de disponibilidade, pontualidade e assiduidade nas oficinas, trabalho em equipe e comprometimento.

A formação será de 19 de março a 30 de abril, e o resultado será de 12 intervenções culturais e pretende atingir direta e indiretamente 12 mil crianças e adolescentes.

Sobre o LabExperimental

Apresentação
Projeto de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos.

Objetivo
Formar oficineiros que estimulem a participação das escolas na construção de uma cultura de rede através de um laboratório de criatividade e formação de coletivos culturais dentro das escolas.

Metodologia
8 encontros vituais, 6 oficinas práticas e uma intervenção artística/cultural.

Quatro eixos:

1. Modelos de organização: dos coletivos a democracia
2. Ocupação do espaço público
3. Mídia Livre
4. Remixologia

1. Modelos de organização: dos coletivos a democracia (e/ou a “Política descolada de Brasília”) – aproximar das pessoas e do dia os diferentes modelos de governança que nos cercam, descolando política de “Brasília”. O principal, aqui, é desconstruir a ideia de que só tem um jeito certo de tomar decisões; apresentar outras formas de tomar decisão como escolhas possíveis para processos internos.

2. Ocupação do Espaço Público – pesquisa de campo do espaço público da comunidade. Mapeamento afetivo desse espaço.

3. Mídia Livre – proposta de debate e geração de conteúdo com mídias móveis. Trabalhar o conceito de midiativismo e direitos humanos, mantendo a ponte com espaços públicos.

4. Remixologia – contextualização da cultura livre – o que é licenciar de maneira livre, porque isso é um convite para o mundo interagir com suas ideias; a apropriação da produção simbólica do mundo para criar outras coisas. Apresentacão de referências de processos coletivos e colaborativos.

QUALQUER DÚVIDA
entrar em contato com lab@labexperimental.org

Link para inscrições

Conexão Cairo <> São Paulo <> conversa aberta

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O LabE recebe no dia 28 de janeiro o artista egípcio Shady El Noshokaty, criador da Fundação ASCII de Arte Contemporânea e polêmico curador na Bienal de Veneza em 2011, ano estopim da primavera árabe , para uma conversa aberta sobre Arte, Política e a Primavera Árabe Hoje.

Em junho de 2013, a Fundação para ASCII Art Educação Contemporânea abriu as suas portas no bairro de Ard el Lewa na periferia da cidade do Cairo. Fundada pelo artista e educador Shady El Noshokaty, a instituição é estruturada em um tripé composto por um núcleo educativo, com cursos e oficinas; uma biblioteca com livros e recursos da coleção pessoal de El Noshokaty; e um laboratório OpenSource (código aberto) baseado em tecnologia de reciclagem de arte e novas mídias compondo um centro de pesquisa.

El Noshokaty, além de ser uma figura central na educação artística no Egito, possui uma sólida carreira como artista, responsável inclusive pela curadoria do Pavilhão egípcio na Bienal de Veneza em 2011, o ano estopim da primavera árabe e queda do ditador Mubarak. Naquela bienal, ele assumiu uma postura bastante contestadora e ocupou o pavilhão com a obra “30 Dias Correndo Sem Sair do Lugar” do expoente Ahmed Bassiouny, um artista pioneiro assassinado por um franco atirador durante as demonstrações na praça Tahrir quatro meses antes.
Inicialmente idealizado em parceria com Ahmed Bassiouny, amigo pessoal e parceiro, a Fundação ASCII de Arte Contempotânea propõe um ambiente também de articulação para criação de grupos artísticos e até organizações, como é a experiência do artista Mohammed Allam que, a partir do contato com a Fundação se juntou ao colega Dia Hamed e criaram uma nova instituição para promover jovens artistas a partir do coletivo Medrar.

O  papel de professor e articulador de El Noshokaty tem respaldo numa trajetória artística com exibições coletivas e individuais ao redor do mundo como o Museu Mori Art, em Tóquio; na Tate Modern e na Hayward Galleries, em Londres; no Museu Kunst, em Bonn; na Arte Contemporânea Parotta, em Stuttgart; no Centro Pompidou em Paris, entre muitos outros.
E na sua trajetória como educador, tem o título de doutor em Educação Artística pela Universidade de Helwan, é professor associado convidado pela Universidade Americana do Cairo. Desde 2000 realiza o “Media Art Workshop” na Universidade de Helwan que agora se desdobra em atividades também na ASCII Foundation of Contemporary Art.Já amadurecido, o “Media Art Workshop” incorpora todo o conceito de educação artística como ferramenta para capacitar jovens egípcios a nível global. O workshop explora práticas em suportes (mídia) e linguagens que ainda são muito novas para as instituições acadêmicas do Egito, seja na fotografia, vídeo, arte, som ou artes gráficas. “Inicialmente a idéia era começar com esse curso e expandir até permear diversos segmentos da academia, mas depois de 12 anos dentro de uma universidade percebemos que era melhor criarmos o nosso próprio espaço para expansão desse projeto”, comenta El Noshokaty.
Hoje a Fundação ASCII promove em torno de 5 a 7 cursos, que estão crescendo a cada ano. Vinculado a esta proposta de qualificação da produção artística do Egito, está também em projeto a criação de uma revista de Art Media escrita em árabe, com o objetivo de tornar mais acessível a comunidade artística o que existe de mais novo no campo de inovação de linguagem, tecnologia entre diversos outros temas.Segundo El Noshokaty, “Estamos testemunhando agora uma nova dimensão na história da arte egípcia , quando a arte torna-se sobre a pesquisa, documentação e arquivamento” , diz ele . “Arte não é sobre uma pintura agradável de criar para vender mais. A arte é tudo sobre a produção e transformação.”Texto adaptado para o português por:
Demétrio Portugal em Janeiro de 2014Texto original por:
Elisabeth Jaquette e Yasmine Allam, em 05 de novembro de 2013.
http://cairoartblog.com/introducing-ascii-foundation-for-contemporary-art/

Serviço:
. inscrições gratuitas: http://goo.gl/1FuBEl
. data: 28 de janeiro de 2014 – 19h
. local: a confirmar dia 26 de janeiro (SP)
. organizadores: Demétrio Portugal e Jonaya de Castro
. participação confirmada: Maximo Canevacci
. colaboração: Instituto de Cultura Árabe