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Africanidades, afetividade e empoderamento feminino

O Cyberquilombo é um processo de formação online de cultura digital e africanidades, organizado pelo labE. A pernambucana Amanda Vitorino, participante do CyberQuilombo, realizou duas oficinas no Centro Municipal de Educação Infantil Nosso Senhor Jesus do Bonfim, no bairro da Estância, Recife, para trabalhar africanidades, afetividade e empoderamento feminino: bonecas abayomi e oficina de turbante. As ações contaram com a participação das mães dos alunos da unidade de ensino, onde Amanda é gestora, bem como as mulheres da comunidade que moram no entorno.

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na foto: Amanda abrindo o encontro/oficina sobre bonecas abayomi

“Nosso objetivo foi aproveitar o mês das mães para trabalhar a auto-estima a partir dos elementos da africanidade como história através da confecção das bonecas abayomi e da oficina de turbantes, favorecendo o diálogo e o sentimento de pertencimento à cultura  africana”, diz Amanda.

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Oficina de turbantes com Iris Freitas.

A educadora Iris Freitas compartilhou na oficina a história da abayomi como recurso de resistência e afetividade, e os turbantes como elemento de empoderamento feminino. A partir de vídeos, conheceram diversas possibilidades para o uso dos turbantes, em idades e gêneros diferentes. Foi possível construir diálogos sobre o conceito de beleza e religiosidade,  e o uso de acessórios de cabeça.

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Participantes da oficina expoem abayomis produzidas no encontro

“Gostei muito,  principalmente que a boneca (abayomi) representa o exemplo como mãe,  queremos sempre agradar nossos filhos,  como dar uma barbie,  só que com essa boneca a gente dá bons sentimentos, é uma prova de amor”, contou Adriana de Melo Batista, participante das oficinas.

O resultado foi muito bom! As atividades atingiram um público de aproximadamente 40 pessoas nos dois encontros, firmando um compromisso com as mulheres da comunidade  em torna-los periódicos, abordando outros temas de relevância, e consolidando o projeto político pedagógico como importante norteador para ações que visem a implementação  da lei 10.639/03.

 

Ocupação do espaço público | Intervenção na praça Elis Regina

Alo! Alo!

Gostaríamos de convidar a todos para participar conosco de uma ocupação cultural na Praça Elis Regina, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo!

Rolê Guiado Butantã
‪#‎roleguiado‬
‪#‎rolebutanta‬

Desde o começo do ano, estamos realizando oficinas de fotografia, mapeamento afetivo e ocupação do espaço público junto aos alunos da Escola Amorim Lima, e agora chegou a hora de compartilhar com todos.

Será na próxima quarta-feira, dia 22 de abril (dia seguinte do feriado), das 18 as 23h, na Praça Elis Regina mesmo. E estamos preparando um áudio-guia surpresa :))

Teremos uma roda de conversa “A Praça precisa de você”, junto com o pessoal que ocupa o Largo da Batata do coletivo “A Batata precisa de você”. Teremos também dança e música com Cia Cambona e o bloco de Maracatu Baque Livre.

E, muito importante!! Faremos um lanche comunitário na Praça! Traga sua canga, cadeira de praia e um prato de comidinhas para compartilhar.

Esperamos por vocês!

Qualquer ajuda será bem-vinda, estaremos desde as 16h montando a ocupação na Praça!

Fanon e a Negritude no centro do debate no CyberQuilombo

Segunda-feira, 06 de abril, recebemos o professor do Departamento de Estudos Sociais História e Geografia da Faculdade de São Bernardo, Deivison Nkosi.  Deivison que é docente da disciplina História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena faculdade, comandou o debate sobre o conceito de negritude no ultimo encontro do CyberQuilombo.

A problematizações foram feitas a partir das ideias de Frantz Fanon, psiquiatra negro, martinicano que foi enviado para a guerra da Argelia para tratar dos soldados franceses e certo tempo depois nessa situação decidiu mudar de lado e terminou a guerra empunhando armas para lutar ao lado dos argelinos na guerra de independência contra a França.

Fanon, que escreveu uma série de artigos e livros levantando a questão da colonização no pensamento dos negros, entre eles, Pele negra, mascaras brancasOs condenados da Terra, suas mais famosas publicações, era crítico quanto aos efeitos que as ideias do movimento de negritude poderiam gerar a longo prazo no pensamento dos negros, pois essas ideias se preocupavam excessivamente em enaltecer todas as virtudes que o homem branco depreciava no negro.

Para Fanon, tais ações reforçam as diferenciações criadas pelos brancos a fim de delimitar o campo de atuação dos negros, como a ideia de que o negro é emoção, é dança, é sexo, enquanto o branco é razão, é ciência, é matemática.  Ao passo que o negro começa a incorporar essas ideias ele passa também a valorizar essas como suas únicas virtudes e se delimita nesses campos de atuação. Ideias totalmente renegadas por Frantz Fanon que não via especificidades nas capacidades dos negros ou dos brancos.

Embora tenha dedicado sua vida a combater o racismo e a defender a emancipação do pensamento, Fanon não era um afrocentrista, mas sim um humanista. Considerava que todos os seres humanos são  dotados de todas a possibilidades.

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Deivison Nkosi, durante o encontro do CyberQuilombo, 06 de abril

 

Despacho Poético – Abertura dos trabalhos no CyberQuilombo

Um Quilombo Urbano Contemporâneo se levanta e alça voo para o cyber espaço!!

Malungos espalhados pelos quatro cantos do Brasil, orientados pelo som dos tambores, seguiam as batidas que ecoaram em seus corações e se encontraram neste território, espaço de lutas e resistências que agregam pessoas de diferentes origens com um mesmo ideal, como os mocambos que formaram Palmares.

Após a euforia do primeiro contato, a emoção predominante era a apreensão em relação aos desafios existentes, que vão como uma bala em direção ao peito de cada irmão morto pelo capitão do mato (polícia) ou como um vendaval de intolerância que destrói altares erguidos para saudar a ancestralidade de seu povo.

A solução para tal angustia veio do Orum, através de Exu, seu mensageiro. E então, abençoados por elegbaras e mojubás, foi lançado um despacho poético para iniciação dos trabalhos e abertura dos caminhos. Uma ideopaisagem midiática, um manifesto visual, uma arte colaborativa, start meteoro angular lançada no espaço como pedra fundamental. E só retornará à terra depois de uma saga que suprirá nossos imaginários sociais e se tornará concreta em nosso cotidiano e localidade após 10 estações. Onde se encontrarão arte e território nas ruas e logradouros de nossas cidades, mostrando esta rede tecida com muitas mãos, cabeças, corações e dedos.

#cyberquilombo
#debate #açãocoletiva #cartografiaafetiva#praxispoietica #despachoestético #tolerânciareligiosa
#princípiodinâmico #inventário #liberdade #ética#laroyê
 

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Rolê Guiado

Ocupação do espaço público, cultura digital, laboratório audiovisual e valorização da memória local. Faça um remix com tudo isso e… tãn-dãn, você terá o Projeto Rolê Guiado, o mais novo projeto do LabExperimental em parceria com o Coletivo Studio Luzia e com a Escola Amorim Lima.

O Projeto Rolê Guiado é um laboratório de audiovisual e formação livre em remixologia e ocupação de espaço público. O laboratório será realizado através de oficinas de fotografia com aparelhos celulares,  tratamento de foto utilizando software livre; rolês fotográficos guiados por áudio, “mapeamento foto-afetivo” de pontos e personagens históricos do bairro, e intervenções visuais na Praça Elis Regina.

As Oficinas

Usaremos o software livre GIMP para as edições de imagem nas oficinas, incentivando a cultura hacker por meio da apropriação de ferramentas livres e autonomia.

O Rolê

Através de um mapeamento prévio dos pontos e personagens históricos do bairro, será produzido um audio que servirá de guia para os “rolês fotográficos”. O audio indicará aos participantes os caminhos a serem percorridos e os locais a serem fotografados, além de narrar a importância e a história do ponto escolhido. Todas as fotos irão alimentar um mapa e uma galeria virtual, pronta a buscar (via hashtag), a memória histórica e o mapeamento afetivo local.

Intervenção Artistico Visual na Praça 

Finalizando e fechando o projeto, todo o material desenvolvido e que já estará em rede será exibido na Praça Elis Regina, utilizando tecnologias como VideoMapping e projeções, tornando todo o espaço ocupado pelas imagens do próprio bairro. A ideia é transformar a praça numa grande galeria a céu aberto, tudo que foi registrado durante o Rolê Guiado, enaltecendo a comunidade local em uma grande intervenção visual coletiva.

As oficinas acontecerão na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima que, a partir das atividades culturais oferecidas em seu espaço, chegou a ganhar o Prêmio Cultura Viva, tornando-se mais um ponto de cultura na cidade de São Paulo, e também reconhecida pelo seu modelo pedagógico e por suas “salas sem parede”, baseado na Escola da Ponte de Portugal.

Aprovado no Edital Redes e Ruas, o Projeto Rolê Guiado iniciará suas atividades em fevereiro, quando abrirá chamada pública para inscrição nas oficinas. No caso de esgotamento das vagas será dada preferencia aos alunos da escola.

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Oficina de stencil e lambe, coisa linda!!
O grupo chegou na ideia do símbolo do =
um ponto de partida pra discutir #direitoshumanos
Haroldo Paranhos e Eduardo Saretta causando com mais de 40 inscritos na oficinas que rolou na Incubadora De Projetos Socias Da Prefeitura De São Paulo
projeto coordenado pelo Lab.E, dentro do convênio da OKFN Brasil – Rede pelo Conhecimento Livre eSecretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo

 

Selecionados Turma 4 LabExperimental de formação de oficineiros

Olá, Brasil!!!
É com grande entusiasmo que divulgamos a lista dos selecionados para a Turma 4 do labExperimental.

Sejam bem vindos :
Janis Goldbard – Rio Branco, AC
Larissa Santiago – Simões Filho, BA
Aristanan Pinto Nery – Água Fria, BA
Lorena Cardoso – Ananindeua, PA
Gislaine dos Santos – Belém, PA
Fabrícia Kelly – Patos, PB
Simone Dornelles – Porto Alegre, RS
Francisco Natalino – Colombia SP
Thiago D’Angelo – Piracicaba, SP

Início em 18 de Agosto

#labE

Roda de conversa: Sarau como Política Pública

O labE produziu um Roda de conversa: Sarau como Política Pública dia 16/07/14 no Condomínio Cultural. A roda contou com a participação de Gil Marsal, da sercretaria de cultura de São Paulo, de Carmem Faustino, do pessoal do Sarau do Vinil, e vários poetas, escritores e produtores culturais. Abaixo, a nossa ata experimental sobre como foi essa roda.1908362_686852734697229_1570104511577664159_n
“sarau é o grande palco de hoje em dia.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“se quisermos ir num sarau de segunda a sexta, tem sarau pra isso.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“Sarau como criação de network” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“só com coletividade que se tem sarau.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“política pública x política de governo” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“existe de fato interlocução com os coletivos?” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“autenticidade não se rouba!” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“conquistar espaços da cultura não só geográficos.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“Concretizar as ações, reforçar as parcerias… ‘NÓS’ fazemos a política pública.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“edital funciona, mas dá pra criar outras formas.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“a frequência do rap é a frequência da poesia da periferia.” Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

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“Mobilidade e troca é essencial para saraus”
Trecho da roda de conversa “Sarau como Política Pública”

oficina de mapeamento criativo no Sesc Belenzinho

O mapeamento começa na pesquisa, na apuração de dados e organização criativa deles. O que queremos saber? Quantos coletivos atuam na zona leste? Quais equipamentos culturais na região? Quais são os efeitos da construção do Itaquerão e da Copa?

O criativo permeia todo o processo, desde a escolha dos locais a serem mapeados até a maneira comoiremos transcrever essas informações. Esse foi o primeiro dia de oficina do LabE no Sesc Belenzinho. Decidimos começar mapeando as regiões afetadas no entorno do Itaquerão. E o processo não para. Ainda há vagas, tragam suas ideias, dados, questionamentos e criatividade. Hoje (11) e sexta (13), a partir das 19h no laboratório digital do Sesc Belenzinho (pertinho da estação Belém do metrô)