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Continuação do Lab.E

Caros amigos:

Queria agradecer cada um pelo esforço empregado nessa primeira parte do processo, pelas ideias trocadas por mensagens, reuniões, divulgação do projeto, partipações por skype e muito mais…
O lab teve em sua primeira edição 9 participantes e 8 intervenções culturais (aproximadamente 1700 crianças e adolescentes atingidos diretamente nas intervenções nas escolas e ONGs). As trocas de conteúdo entre os participantes foi um dos pontos mais legais e enriquecedores do processo.
Diante da vontade de manter o projeto e torná-lo sustentável, decidimos investir mais tempo nessa ideia! Vamos ter algumas mudanças no projeto. O nome: vamos trabalhar a partir de Laboratório Experimental – assim temos mais território para desenvolver outros projetos relacionados a arte, cultura e educação.
Outra ideia é também abrirmos um projeto de pesquisa de comportamento cultural por internet (surpresa!)
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Começamos a segunda edição há três semanas e estamos nos encontrando virtualmente toda quarta a noite. Enfim, estão todos super convidados a continuar integrando o Lab Experimental e estamos abertos a dúvidas, sugestões e tudo mais!
abs,
Jonaya de Castro

 

Matéria na Porvir

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O espaço onde a construção começa é virtual. Essa é uma das poucas certezas absolutas que fazem parte do Lab.E, o Laboratório de Criatividade, Narrativas e Ação nas Escolas que até o dia 5 de julho está com o seu segundo edital aberto para selecionar interessados, de qualquer parte do Brasil, em desenvolver processos colaborativos com jovens e que bebam na fonte da cultura hacker.

 

Depois da fase de inscrições e da seleção dos 12 oficineiros, tudo passa a ser uma construção, na web e fora dela. Onde e como vão desembocar as ideias, pesquisas e projetos amadurecidos nas 12 oficinas semanais de formação a distância definidas no cronograma não é possível prever no início dos três meses de trabalho. “O que a gente busca como norte é uma intervenção real, organizada pelo oficineiro e pelos participantes das escolas ou comunidades culturais trazidas ao projeto por ele”, explica Jonaya de Castro, coordenadora geral da iniciativa. Os encontros presenciais dos oficineiros com os jovens também são semanais, e neles se desenvolvem as propostas de intervenção local, que devem buscar reflexão e impacto efetivo no espaço que compartilham.

Uma feira, um festival, um mutirão ambiental, uma exposição, um encontro para desenvolvimento de um aplicativo, um produto colaborativo. Qualquer solução que caiba no interesse dos grupos do Labninja pode ser viabilizada. O projeto não destina verba aos participantes e tem como força motriz a mobilização sustentada em formação de rede. “A primeira questão que surge, lá no começo das conversas é: mas nós vamos fazer isso onde? Em que local? E aí vem a discussão sobre todas as possibilidades da cidade, sobre o espaço público. Foi muito interessante ver essa questão ser quase ‘descoberta’ pelos participantes na primeira edição do laboratório”, conta a coordenadora Jonaya.

As intervenções do primeiro Labninja estão acontecendo agora. Em Florianópolis, a discussão resultou em um mapa afetivo da cidade, criado pelos jovens a partir da associação entre lugares e sentimentos que os espaços públicos lhes despertam. Já em Fortaleza, a escolha foi por ocupar e revitalizar um jardim público. Em São Paulo, a intervenção está sendo planejada em formato de exposição fotográfica, e exige que cada um retrate, em imagens, o seu olhar sobre a metrópole. Nas oficinas pelo Brasil, diferentes caminhos são traçados a partir desse eixo temático “espaço público” e dos outros três que baseiam o laboratório: remixologia, mídia livre e  modelos de organização.

A remixologia, esse conceito tão significativo na cultura livre, está presente para garantir que ninguém vai usar fórmulas ou conceitos prontos se essa utilização não fizer muito sentido. “Na primeira turma do Labninja, tivemos convidados para conversar com os oficineiros. Em duas das conversas, o tema ‘movimentos sociais’ foi abordado sob olhares completamente diferentes por dois dos convidados. Os oficineiros ficaram um pouco confusos. Expliquei que não havia o certo e o errado, e que remixar era justamente pegar o que para eles fazia sentido em cada uma daquelas visões apresentadas pelos convidados e construir a própria abordagem, influenciados por sua vontade, pelo ambiente em que estão”, explica Jonaya.

 

 

Última reunião Lab.E #turma10

“Como o Lab.E começou?
Já me perguntaram isso uma porção de vezes… e cada vez eu dou uma resposta diferente porque é difícil saber onde as coisas começam. Pra mim começou mesmo no dia 25 de fevereiro, na divulgação dos participantes da #turma1.

Mas também já tinha começado lá atrás, em 2007, na turma do Raulzito que coordenei no CEU Três Lagos, lá no Grajaú. Reunir 47 adolescentes para o trabalho coletivo, mixar equipes de música, dança e teatro, trabalhar juntos e sair em temporada nos 25 CEUs da época. Foi quando percebi que o que eu gostava mesmo de fazer era gestão de turmas de produção cultural (ou bagunça organizada). Criar vínculos que vão além do tempo e espaço presentes, vínculos de afeto a partir do fazer artístico. E todos somos artistas, né Joseph Beys?

Mas ali foi sementinha, guardada que depois foi brotando com o nascimento do Ônibus Hacker, no faça-você-mesmo e nos aprendizados com cada uma das cartas desse baralho incrível que fazemos parte. Em um jantar na minha casa, com o rei de Copas, a Rainha de Paus, o Rei de Espadas e o Coringa, poisé, colocamos perguntas na Caixa de Pandora (e de onde saíram os quatro eixos do Lab.Experimental).

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E a roda da vida não pára. Volto no túnel do tempo para 2011 e lembro do encontro com uma bruxinha linda de Barcelona, que me levou para integrar a Catedra Unesco de Cultura. A vivência fora do Brasil só me deu mais vontade de voltar logo e ajudar a construir meu país. Ou até a minha identidade latinoamericana. Depois veio Fortaleza, Venezuela e as vivências nas Casas Fora do Eixo. Numa dessas conversas infinitas, surgiu o nome ninja. Foi colocado para votação na lista de email e a galera curtiu.

Mas as pessoas que estavam ali naquela lista eram os entusiastas, os que botam pilha mas não os que põe a mão na massa e vão hackear as escolas. Então, para achar esses magos, abrimos o primeiro edital, que chegou a 127 inscritos para participar de algo experimental, e que nem eu mesma sabia o que iria ser. Só sabia que estava apaixonada pela ideia e que dali pra frente todas as minhas terças de manhã se chamariam labninja.

Foram 12 reuniões todas as terças de manhã, com muitos convidados especiais, debates, processos, metodologias, conteúdos, técnicas e ação! Lets remix!

Hoje chegamos na reta final da primeira formação de oficineiros do labninja. Somos em 10 resistentes. Me despeço desse episódio com muito entusiamo (do grego en + theos, literalmente ‘em Deus’) e que significa inspiração!! Obrigada a cada um pela presença (principalmente aos corajosos oficineiros). Alteramos no nome do projeto para Lab Experimental e o próximo edital está aí! Lets remix tudo de novo ” Jonaya de Castro

Inscrições abertas para o 2º Edital Lab.E

Estão abertas as inscrições para o 2º Edital de Formação de Oficineiros do Lab.E!

http://goo.gl/Grjhj

O Lab.E (Laboratório de Criatividade, Narrativa e Ação) foi desenvolvido coletivamente por entusiastas da educação e da cultura hacker. O processo tem como principal objetivo experimentar a formação de oficineiros através de encontros digitais, presenciais e da experiência empírica. Aberto a interessados em desenvolver ações de formação cultural com adolescentes em escolas e centro culturais.

Ao todo serão selecionados 12 inscritos e para participar é necessário ter disponibilidade para desenvolver o projeto uma vez por semana em uma escola articulada e acompanhar a reunião semanal de treinamento no grupo de oficineiros.

As inscrições são gratuitas!

Saiba mais e inscreva-se
http://goo.gl/GrjhjImage

Intervenções Lab.E começarão agora em maio de 2013

Estamos chegando ao final do primeiro processo de formação do Lab.E. Queríamos agradecer a todos os convidados que doaram seu tempo dando workshops durante nossas reuniões. E convidá-los para o segundo edital, que pretendemos lançar agora em Junho. São oito oficineiros rock and roll, e oito intervenções.

Conheça algumas ações que já estão planejadas:

* Porto Alegre – criação do jornal impresso e video-reportagem #midialivre
* Colombia – mural na cidade #ocupação do espaço publico
* Fortaleza – ocupação e colaboração para um jardim público #meio ambiente
* SP – intervenção voltada para os ciclistas #mobilidade na av. sto amaro
* Serrana – Festival #ColaNaEscola #musica #arte

E muitas outras em planejamento. Lets remix!! : )

Lab Experimental SP

Tem cinema no Lab.E!! O oficineiro Danilo passou para a galerinha um trecho do vídeo chamado “O que é arte? Para que serve?” realizado pela TV Cultura, a respeito do artista Paulo Bruscky. Esse Lab.´ rola no Centro de Promoção Social Cônego Luiz Biasi, em São Paulo. Lets remix!

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