Videoaula: Danças Africanas e Suas Diásporas no Brasil, com Luciane Ramos

“Eu to falando de dança como produção de conhecimento. Para além do entretenimento. Para além da ludicidade, muito embora a ludicidade seja um caminho importante pra chegar ao conhecimento. Então, em que medida eu abordo a dança como a possibilidade de encontrar um bem estar, uma autonomia do corpo, uma autonomia do existir, e também um espaço de dignidade? Pensando também, que é no corpo que se funda a nossa história (…) O meu caminho com o mundo, em primeiro lugar se dá através do meu corpo, então o meu  corpo não é só instrumento para se chegar à alguma coisa, o meu corpo sou eu, e é no nosso corpo que se escreve a nossa ancestralidade.”

Este é um trecho da videoaula Danças Africanas e Suas Diásporas no Brasil, a 8ª videoaula produzida pelo labExperimental, através do registro do Curso de Formação Livre labE: Cyberquilombo

#CYBERQUILOMBO
É um curso de formação livre que remixa cultura digital e africanidade, e investiga e aplica intervenções criativas em ambientes educacionais no tema africanidades e relações etnico raciais, além de produzir conteúdos digitais, voltados para o aprimoramento de professores e estudiosos em geral, a cerca do tema Africanidades.
Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03 , assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos, a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Inscreva-se no canal do youtube para receber os próximos vídeos:https://www.youtube.com/channel/UCf8SQGj2NSBhDi7fD-yhh6Q

workshop cyberquilombo março 2016

As INSCRIÇÕES vão até 13 de março de 2016 no link

RESULTADO SERÁ PUBLICADO no dia 14 de março de 2016

O edital é destinado a interessados em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos no tema “Africanidades”, em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais.

Serão selecionados 20 inscritos (10 em São Paulo e 10 em outras cidades do Brasil), que desenvolverão o workshop com treinamento da equipe do LabE. Podem se inscrever para o processo de formação maiores de idade. O workshop é gratuito.

Dia 16.03.16, WORKSHOP PRESENCIAL em SAO PAULO, das 18 as 22h, nos quais será discutido quatro eixos temáticos – modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema.
DIA 17.03.16, WORKSHOP ONLINE para cidades do Brasil, das 18 as 22h, de formação à distância, via hangout, nos quais será discutido quatro eixos temáticos – modelos de organização, ocupação de espaços públicos, mídia livre e remixologia – que fazem parte do laboratório de criatividade e cultura digital e conteúdos da temática afro que contextualizam os participantes e auxiliam a pensarem a melhor forma de gerar uma ação comprometida com a importância e complexidade do tema.

A seleção se dará em 2 etapas: analise técnica das inscrições, com valorização das redações sobre as duas videoaulas (conforme formulário) e CONFIRMAÇÃO POR EMAIL ou HANGOUT com os candidatos.

Videoaulas CyberQuilombo

Mais infos:
labexperimental.org

DÚVIDA
entrar em contato com lab@labexperimental.org

Videoaula: “Espaço Público e Memória”, com Alexandre Bispo

“Quem memoriza, memoriza contra o esquecimento. O Emanuel Araujo, idealizador do Museu Afro Brasil, fez uma exposição chamada “Para nunca esquecer”, justamente chamando atenção pro processo de esquecimento das trajetórias de populações negras no Brasil”.

Espaço Público e Memória“, com Alexandre Bispo,Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo. Membro do conselho editorial da revista Omenelick 2º Ato, é a sexta videoaula do CyberQuilombo, Curso de Formação Online de Oficineiros LabE, que remixa africanidades com cultura digital.

“Quando a gente pensa na quantidade de homens e mulheres negras que morreram no Brasil, que é muito assustador, são mais de 4 milhões de pessoas ao longo de 300 anos, a gente pode o seguinte: nossa como que a gente faz pra lidar com esse trauma histórico dentro do nosso pais? Uma das ações que a gente tá fazendo de reconhecimento dessa memória violenta, por exemplo, é a criação de cotas, uma das maneiras da gente reparar ações de larga escala de violência contra uma população.”

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Sobre o contexto de ocupação do espaço público, Bispo diz: “a gente tem memórias sendo produzidas. Essas memórias, elas estão dentro da cidade, elas identificam a cidade. Agora, para que as memórias continuem fazendo sentido as pessoas precisam saber que elas existem. Quando a gente pensa nos descendentes de italianos, nos descendentes de alemães no Brasil, eles tem todo um orgulho de falar do passado deles. Sem contar que gostam de falar que o bisavô chegou aqui, passou pela hospedaria dos imigrantes…  toda aquela narrativa de sucesso também. A Pompéia, por exemplo, se a gente for ver os nomes das sua ruas é muito significativo, você vai ver toda uma parte da Pompéia que é de ascendência italiana. (…) E os nomes negros a gente tem? (…) Quantas pessoas será que sabem que a Avenida Rebouças e a Rua Teodoro Sampaio homenageiam homens negros? Talvez essa fosse uma boa pergunta pra gente se fazer.”

#CYBERQUILOMBO

>>Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03

Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos,  a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Dentro das discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material dos professores para abordarem o assunto de maneira teórica e prática sem reproduzir os preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Partindo dessa informação, pretendemos através das vídeo-oficinas a partir da documentação das falas dos palestrantes convidados contribuir com processo de criação de conteúdo sobre a temática afro, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos em geral.

O LabExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: modelos de organização, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2015, produzimos 5 edições do curso de formação online.

ESTÁ NO AR! Videoaulas de Djamila Ribeiro e de Mikael Freitas no labExperimental

Subimos essa semana mais dois vídeos que compõem a BIBLIOTECA ONLINE LABEXPERIMENTAL.ORG. A meta para 2016 é construir uma galeria com 40 videoaulas que promovam positivamente o debate sobre direitos humanos, gênero, africanidades, relações étnico raciais e liberdade de expressão. Nossa biblioteca já conta com 6 videoaulas produzidas através dos registros dos Cursos de Formação Livre do labE: CyberQuilombo e Mulheres na Política.

Feminismo Negro e Filosofia“, é a videoaula da filósofa e feminista Djamila Ribeiro para o curso Mulheres na Política,  formação livre do labexperimental.org destinada a interessades em desenvolver habilidades de arte-educação, educomunicação e processos colaborativos em conjunto com adolescentes, jovens e adultos em escolas e centros culturais sobre igualdade em direito de gêneros.
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“A Não Violência como ação política”, é a videoaula de Mikael Freitas, mestre em Sistemas Complexos pela Universidade de São Paulo e integrante da Escola de Ativismo, que apresentou uma fala no curso CyberQuilombo, formação livre que remixa africanidades com cultura digital. A temática da Não Violência faz parte dos estudos de modelos de organização, um dos eixos do labExperimental.
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Assista aos demais vídeos da nossa galeria:
Música Negra e Movimento Black Power – Eugênio Lima
https://www.youtube.com/watch?v=ukEAYg_TJBo

Oralidade e Literatura Negra Contemporânea – Allan da Rosa
https://www.youtube.com/watch?v=FdKTDp_JOHU

Mulher Negra e Feminismo – Bergman de Paula
Ocupação do Espaço Público – Laura Sobral

“A Não Violência como ação política”, com Mikael Freitas

“Quando tiram a minha humanidade, quando o Estado me priva de eu ser eu mesmo, quando me rebaixa, quando me coloca na situação do outro, quando me trata como coisa, essa é uma das piores violências que a gente pode sentir”

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“A Não Violência como ação política”, é a vídeo-oficina online de Mikael Freitas, mestre em Sistemas Complexos e integrante da Escola de Ativismo, que apresentou uma fala no curso CyberQuilombo, O processo é uma Formação Online de Oficineiros que acontece via hangout, e que remixa africanidades com cultura digital. A temática da Não Violência faz parte dos estudos de modelos de organização, um dos eixos do labExperimental.

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“A primeira coisa quando a gente fala em não violência é olhar pro mundo à nossa volta e perceber onde está a violência e quem é o agente dessa violência. Tem a violência física, por exemplo, se eu vou sair na rua para defender alguma coisa que acredito e eu apanho de cacetete da polícia ou do estado. Tem a violência simbólica, do discurso, de alguém falando que de fato está indo diretamente contra a minha pessoa e não é uma questão mais de opinião. E tem também  a violência estrutural. O Estado é violento desde o discurso, desde a estrutura, quando ele coloca na TV uma certa realidade, ou quando ele afeta nossas crenças, origens, nossa história”. Militantes como Martin Luther King e Gandhi são citados na fala, e servem de pesquisa para aprofundarmos no tema.

Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5kB2mqls35M

CYBERQUILOMBO

< Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03 >

Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira é obrigatória nos currículos dos ensinos fundamental e médio, pretendemos,  a partir das oficinas e intervenções promovidas pelos oficineiros participantes do CyberQuilombo, aplicar pílulas de ações dentro das escolas que promovam reflexões sobre a importância da participação do negro na nossa sociedade.

Dentro das discussões pedagógicas em torno da lei são identificados diversos desafios para o cumprimento pelas escolas. Um deles é a falta de material dos professores para abordarem o assunto de maneira teórica e prática sem reproduzir os preconceitos existentes nos livros didáticos que narram a história do negro através de um olhar branco eurocentrista. Partindo dessa informação, pretendemos através das vídeo-oficinas a partir da documentação das falas dos palestrantes convidados contribuir com processo de criação de conteúdo sobre a temática afro, a fim de que as mesmas possam ser utilizadas para estudos online de professores do ensino básico interessados em aplicar a lei 10.639/03, e estudiosos e curiosos em geral.

O LabExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: modelos de organização, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2016, produzimos 7 edições do curso de formação online.

mais infos: http://labexperimental.org/cyberquilombo/

 

“Memória e Espaço Público” no #CyberQuilombo_SP

Na quarta-feira passada, dia 02 de dezembro, recebemos o Antropólogo Alexandre Bispo, para um bate papo sobre “Memória e Espaço Público”, no terceiro encontro do ‪#‎CyberQuilombo_SP‬

Alexandre, que é coordenador do Núcleo de Ação do Educativa do Centro Cultural São Paulo e foi curador da Exposição Medo Fascínio e Repressão, sobre o e perseguição sofrida pelos terreiros de Xangô em Pernambuco, na década de 30, comandou a roda de conversa sobre a importância de se ter monumentos que retratam a história do negro no Brasil, e como esses monumentos podem ajudar a manter vivas essas histórias.

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Bispo, mostra album de fotos de familia negra paulista que ele pesquisa.

Outra questão importante levantada foi o fato de nomes de personagens negros que tiveram importante participação na história do Brasil serem apagados da história, ou quando esses tem seus nomes reconhecidos, o imaginário racista que permeia nossa sociedade trata de embranquece-los. Fato que, por muitas vezes, dificulta com que esses nomes sejam associados aos movimentos de resistência negra. Deixam também de cumprir uma função fundamental na formação da identidade de qualquer grupo, que é a representatividade e a referência de figuras positivas na história.

Lembramos também algumas ruas de São Paulo que levam nomes de personagens negros importantes, mas que muitos nem sabem que são negros.

Rua Theodoro Sampaio, que fica no Bairro de Pinheiros; Av. Rebouças, que cruza boa parte da Zona Oeste de SP; Rua Machado de Assis, Vila Mariana; Rua Mario de Andrade, na Barra Funda e Rua Lima Barreto, no Bairro do Ipiranga.

Ser presidente ainda é “coisa de homem”

Artigo de Flávia Romagnoli (feliz pela atuação política partidária que estou colaborando para renovar e integrante do #mulheresnapolitica)

No ano de 2003 disputei e ganhei a Convenção Municipal do PHS em Londrina, sendo eleita Presidente do Diretório Municipal.

Fui inserida no cadastro da Associação Comercial para receber correspondências, fato corriqueiro, sem maior conotação.
Ocorre, que ao revisar o cadastro, interpretaram que Presidente de Partido seria um HOMEM, então mudaram neste cadastro meu nome de FlaviA para FlaviO. Em nossa sociedade política partidária, ser presidente ainda é “coisa de homem”. Olha a etiqueta da revista que recebi hoje!!  flavia romagnoli

INFORME LABE NOVEMBRO

Oi pessoal, as novidades de novembro são:

// últimos dias para se inscrever no curso online Cyberquilombo

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O CyberQuilombo é um Curso de Formação Online de Oficineiros LabE que remixa africanidades com cultura digital.

O labExperimental é um projeto online de formação livre, pautado no debate de cultura de rede, sistematizado em quatro eixos: organização de coletivos, ocupação do espaço público, mídia livre e remixologia. De 2013 a 2015, produzimos 6 edições do curso de formação online.

Estão abertas as inscrições para o Cyberquilombo SP – 7º Edital de Formação de Oficineiros LabE até 11 de novembro!

// novo vídeo no ar: OCUPAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO – LARGO DA BATATA, com Laura Sobral

Laura conta a trajetória do espaço do Largo da Batata, desde sua época onde acontecia um mercado livre, a reforma interminável do Largo e a intervenção contínua do coletivo A Batata Precisa de Você.

 

// labe de HACKERATIVISMO

Quer potencializar o tema de sua pesquisa com dados?

Estaremos com o LabExperimental de Hackerativismo – nessa oficina você poderá aprender mais sobre cultura digital e ativismo por meio de conceitos e técnicas de recolhimento e visualização de dados para construção de um trabalho colaborativo prático na área de transparência e dados abertos.

Onde e quando? Casa de Cultura Tendal da Lapa – 10, 17 e 24 de Novembro e 01, 10 e 17 de Dezembro, das 18:30h às 21h50. Inscrições pelo link https://goo.gl/9Fo1go ou direto no local (Tendal da Lapa)

programa governo aberto
programa governo aberto

// 5 vagas para roda de conversa com Djamila Ribeiro – na formação “Mulheres na Política” – será na próxima segunda, dia 09 de novembro das 20 as 22h – quer vir? manda um email pra gente no lab@labexperimental.org

http://www.cartacapital.com.br/colunistas/djamila-ribeiro

// Workshop Inspirador em Belém do Pará – no Sesc Boulevard

O projeto Inspirador, iniciativa do Instituto Goethe e do Ministério da Cultura, é uma sistematização de conteúdo resultado de muitas rodas de conversa com produtores culturais independentes e makers para repensar e exercitar um jeito sustentável de fazer eventos culturais.

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O labE participou na elaboração e sistematização do Inspirador :)

Proposta de workshop Inspirador

Workshop INSPIRADOR, dá pra fazer produção cultural de outro jeito

O workshop é baseado no Inspirador  (www.goethe.de/ins/br/lp/pro/Inspirador.pdf), iniciativa do Instituto Goethe e Ministério da Cultura, com conteúdo resultante de muitas rodas de conversa com produtores culturais independentes e makers para repensar e exercitar um jeito sustentável de fazer eventos culturais.

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Baixe a apresentação em pdf:

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